A Minha História da Dança

Ana Borralho & João Galante

Espaço da Penha, Lisboa PT, 7 Dezembro 2017

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© Bruno Simão

Biografia

Ana Borralho (Lagos, 1972) & João Galante (Luanda, 1968) conheceram-se enquanto estudavam artes plásticas no AR.CO (Lisboa). Como actores/co-criadores trabalharam regularmente com o grupo de teatro OLHO (com o encenador João Garcia Miguel), entre 1992 e 2002.

Desde 2002 trabalham em parceria nos campos da performance-art, dança, instalação, fotografia, som e vídeo. Temas frequentes no seu trabalho: corpo|mente, dentro|fora, emoção|sentimento, eu|outros, privado|público, social|político. Um dos seus últimos trabalhos “Atlas” leva mais longe estas noções trazendo ao palco 100 pessoas de diversas profissões. Das peças criadas em conjunto destacam: “Mistermissmissmister” (2002), “I love you” (2003), “No Body Never Mind 001, 002 e 003” (2004-06), “sexyMF”(2006), “I put a spell on you” (2007), “Meatphysics” (2008), “Untitled, Still Life” (2009), “World of Interiors” (2010), “Atlas” (2011), “Linha do Horizonte” (2012), “Purgatório” (2013), “Aqui estamos nós” (2014), “Só há uma vida, nela quero ter tempo para construir-me e destruir-me” (2015), “Vão Morrer Longe” (2016) e “Gatilho da Felicidade” (2017). Desenvolveram, conjuntamente com Mónica Samões, o projecto “No Jogo do Desejo ou o Choque Frontal” (workshops/ateliers para público jovem – 2008), o vídeo documentário “Eu Não Tu” (2009) e o espectáculo infanto-juvenil “A Linha ou O Deserto já não é uma casa vazia” (2009). Em 2010 o Teatro Municipal Maria Matos apresentou uma pequena antologia das suas performances sob o título “O Mundo Maravilhoso de Ana Borralho & João Galante”.

Desde 2004 que os seus trabalhos são apresentados em diversos Festivais Internacionais em Portugal, França, Espanha, Suíça, Escócia, Brasil, Emiratos Árabes Unidos, Japão, Alemanha, Áustria, Reino Unido, Itália, Eslovénia, Eslováquia, Islândia, República Checa, Finlândia, Hungria, Estónia, Polónia e Grécia.

São membros fundadores da banda de não-músicos Jymmie Durham, co-fundadores da associação cultural casaBranca e directores artísticos do festival de artes performativas Verão Azul.

anaborralhojoaogalante.hotglue.me/

André Lepecki

Edifício Lx Factory, Lisboa PT, 15 Março 2012

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Biografia

Nasceu em Belo Horizonte, Brasil em 1965. Em 1970 muda-se para Lisboa, onde permanece até 1993. Licenciado em Antropologia Cultural (Universidade Nova de Lisboa), foi bolseiro do INIC junto ao Centro de Estudos em Sociologia da Universidade Nova de Lisboa entre 1990-93. Nas décadas de 1980 e 1990, trabalhou como dramaturgista (e por vezes como cenógrafo) dos coreógrafos Francisco Camacho, Vera Mantero, João Fiadeiro e Meg Stuart, com quem aprendeu a pensar dança. Escreve nessa época para Diário de Notícias, Público, e Blitz.

Doutorado pela New York University, é atualmente Professor Catedrático e Coordenador do Departamento de Estudos da Performance na New York University, onde lecciona e pesquisa nas áreas de teoria crítica de dança, filosofia da arte, teoria da performance, e estudos curatoriais.

Coordenador editorial de várias antologias sobre dança e teoria da performance, incluindo “Of the Presence of the Body” (2004), “The Senses in Performance” (com Sally Banes, 2007), “Dance” (2012), e “Points of Convergence” (com Marta Dziewanska, 2015).
Enquanto curador independente, foi curador-chefe do Festival In Transit (2008 e 2009) no HKW-Berlin, e criou projectos para MoMA-Warsaw, MoMA PS1, the Hayward Gallery, Haus der Künst-Munich, Sydney Biennial 2016, entre outras instituições nos Estados Unidos, Brasil e Europa.

Palestrante convidado no Gauss Seminar at Princeton University, Brown University, École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Freie Universität – Berlin, Universidade de Lisboa, Roehampton University, University of New South Wales, University of Ghent, Universidade de Lisboa, entre várias outras instituições na Europa, Brasil e EUA. Professor convidado da UFRJ (2013) e da Stockholm University of the Arts (2015).

Autor de “Exhausting Dance: performance and the politics of movement” (Routledge 2006, traduzido em 12 línguas – edição em português pela Editora Anna Blume, SP), de “Idiorítmia, o en l’esdeveniment d’una trobada” (MACBA, 2018),e de “Singularities: dance in the age of performance” (Routledge 2016).

Premiado com “Best Performance 2008″ pela Association Internationale des Critiques d’Art (secção USA), pela sua co-curadoria e direcção da remontagem autorizada de “18 Happenings in Six Parts” de Allan Kaprow (uma comissão de Haus der Kunst 2006, apresentada também na PERFORMA 07).

Desde 2003 colabora e participa em várias “Ações” da performer Eleonora Fabião.

António Pinto Ribeiro

Biblioteca de Alcântara, Lisboa PT, 15 Julho 2021

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Biografia

Licenciado em Filosofia (1980, UCL), Mestre em Ciências da Comunicação (1995, UNL), Doutorado em Estudos de Cultura (2015, UCL). Leccionou em várias Universidades Portuguesas e Estrangeiras. Foi director artístico e curador responsável em várias instituições culturais portuguesas, nomeadamente da Culturgest e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi comissário geral de “Passado e Presente – Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017”. Os seus principais interesses de investigação desenvolvem-se na área da arte contemporânea, especificamente africanas e sul-americanas. Das suas dezasseis publicações em livro destacam-se: “África os quatro rios – A representação de África através da literatura de viagens europeia e norte-americana” (2017), “Peut-on décolonizer les musées?” (2019). Como editor destaca: “A urgência da Teoria” (2007), “Lições, I e II” (2008), “O Desejo de Viver em Comum” (2018).

Christine de Smedt

Videoconferência, 20 Abril 2020

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© Chris Vander Burght

Biografia

O trabalho artístico de Christine De Schmedt situa-se entre dança/performance, coreografia, coordenação, organização e curadoria de projectos artísticos. Foi membro da companhia Les Ballets C. de la B. (Gante, Bélgica) de 1991 a 2012; criou o seu próprio trabalho a partir de 1993: a solo “La force fait l’union, fait la force”; “Escape Velocity” um projecto itinerante nos Balcãs (1998), “9×9” uma coreografia de grande formato e escala (2000-2005); e “Quatro Retratos Coreográficos” (2012) uma série de retratos performativos de diferentes artistas, intitulados “I would leave a signature”, “The son of a priest”, “A woman with a diamond” e “Self-reliance”.

Colaborou durante vários anos com Meg Stuart – Damaged Goods (1995-1999) e com Mårten Spångberg, Mette Edvardsen, Philipp Gehmacher, Vladimir Miller, Jan Ritsema, Myriam Van Imschoot, Xavier Le Roy, entre outros.

Desde 2003 colabora e interpreta nos projectos “Low Pieces” e “Temporary Title, 2015” de Xavier Le Roy, e na coreografia “Artificial Nature Project” de Mette Ingvartsen (2013-2014). Em 2014 apresentou “spatial confessions” com Bojana Cvejic, no Turbine Hall da Tate Modern (Londres, Reino Unido). Desde 2005 realiza projectos com Eszter Salamon, como “Nvsbl”, “dance#1/driftworks”, o projecto de grupo “Transformers” e “Dance#2”. Em 2018 colaborou com Myriam Van Imschoot na performance participativa “Splash!”, na piscina apresentada em Mimosa (Kortrijk, Bélgica).

Foi curadora de um projecto de residência artística “Summer Intensive” em 2010 e 2011. Foi Coordenadora Pedagógica dos Performing Arts Training Studios – P.A.R.T.S. (2013-2016), onde continua envolvida como mentora e membro do corpo docente. Desde 2016 também lecciona na KASK (Gante, Bélgica).

Actualmente colabora com Xavier Le Roy, faz assistência artística para Mette Ingvartsen em “Moving In Concert”, e para Eszter Salamon em “Heterochrony, Manifestations”, e está a desenvolver um projecto sobre a violência, baseado em entrevistas e reflexões performativas de diferentes áreas da sociedade.

Clara Andermatt

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 2 Junho 2016

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© Ivo Canelas

Biografia

Considerada uma das pioneiras do movimento da Nova Dança Portuguesa, a carreira de Clara Andermatt revelou, ao longo dos anos, uma identidade particularmente singular no panorama artístico nacional e internacional, e um percurso que, indubitavelmente, deixou a sua marca na história da dança contemporânea portuguesa.

Iniciou os seus estudos de dança com sua mãe Luna Andermatt. Estudou piano e educação musical, até ir para Londres, em 1980, para aprofundar os seus estudos na área da dança no London Studio Centre, onde se graduou em 1984. Recebeu a Bolsa Bridget Espinosa, atribuída anualmente apenas a um aluno, bem como a distinção The Best Student Award. Nesse mesmo ano obtém o diploma completo da Royal Academy of Dance de Londres.

Foi bolseira do Jacob’s Pillow Dance Festival (Lee, Massachusetts, 1988), do American Dance Festival – International Choreographers Residency Program (Durham, 1994) e do Bates Dance Festival (Maine, 2002).

O seu interesse pela área do teatro levou-a a estudar “O Método de Interpretação para o Actor”, desenvolvido nos palcos norte-americanos nas décadas de 1930 / 1940, com os formadores Michael Margotta e Robert Castle. Integrou entre 1984-88 a Companhia de Dança de Lisboa (dirigida por Rui Horta), e entre 1989-91 a Companhia Metros, em Barcelona (companhia de autor de Ramón Oller).

Em 1991 volta a estabelecer-se em Portugal e cria a sua própria Companhia, atualmente designada como ACCCA – Associação Cultural Companhia Clara Andermatt.

Em 1994 inicia uma forte relação com Cabo Verde, cria vários projectos com intérpretes locais, ações de formação e colaborações com artistas de diferentes áreas, que culminam numa série de residências, projectos e espectáculos. Uma colaboração especialmente intensa durante sete anos consecutivos e que perdura até hoje.

Cláudia Dias

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 20 Outubro 2021

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© Alípio Padilha

Biografia

Estudou dança pela Academia Almadense. Prosseguiu os estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Forum Dança. Frequentou o Mestrado em Artes do Espetáculo na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade Nova de Lisboa.

Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o colectivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al onde foi uma intérprete fundamental na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Trabalha actualmente no projecto “Sete Anos Sete Peças”.

O seu trabalho como coreógrafa e intérprete foi apresentado em diversos equipamentos, teatros e festivais nacionais e internacionais.

Eszter Salamon

MACBA - Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona, Barcelona ES, 13 Novembro 2021

Conferência indisponível

Apresentado em parceria com La Poderosa, no âmbito do Ciclo Hacer Historia(s) vol 4. Ciclo de Danza Contemporánea y Performance.

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© Bea Borgers

Biografia

Artista, coreógrafa e intérprete. Vive e trabalha entre Paris, Berlim e Bruxelas. Desde 2001, criou trabalhos a solo e em grupo, apresentados em teatros e festivais de todo o mundo, de nomear Centre Pompidou, Centre Pompidou Metz, Festival dʼAutomne, Festival de Avignon, Ruhrtriennale, Holland Festival, The Kitchen New York, HAU Berlin , Berlin Documentary Forum, Kunstenfestivaldesarts, Kaaitheater Bruxelas, Tanzquartier Wien, Kampnagel Hamburg, steirischer herbst, Dance Triennale Tokyo, Manchester International Festival, PACT Zollverein, Nanterre-Amandiers, FTA Montreal.

Os seus trabalhos são frequentemente apresentados em museus, como MoMa, Witte de With, Fondation Cartier, Serralves, Museum der Moderne Salzburg, Akademie der Künste Berlin e Museo Reina Sofia. A exposição “Eszter Salamon 1949” foi apresentada em 2015 na Jeu de Paume, no âmbito de “›Satellite‹” com curadoria de Nataša Petrešin-Bachelez.

Eszter Salamon utiliza a coreografia como agente activador e organizador de vários meios, como imagem, som, texto, voz, movimento corporal e acções.

Em 2014, iniciou uma série de trabalhos explorando tanto a noção de monumento, quanto a prática de especular sobre fazer história.
Foi vencedora do Prémio Evens, em 2019.

Francisco Camacho

Edifício Lx Factory, Lisboa PT, 23 Novembro 2013

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Biografia

É coreógrafo, bailarino, membro fundador e director artístico da EIRA; nasceu, vive e trabalha em Lisboa.

As suas criações circulam pela Europa, América, Médio-Oriente, Ásia e África desde 1988. 

Foi galardoado com o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa na área da Dança (1995 e 1997) e com o Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian (1994/95).

Coreografou e interpretou os solos ‘O Rei no Exílio’ (1991, filmado para a RTP, com realização de Bruno d’Almeida), ‘Nossa Senhora das Flores’ (1992, Menção Especial do prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1992/93), ‘Superman’ (2000), ‘Hitch’ (2003), ‘Coup d’État’ (2006), ‘O REI NO EXÍLIO – REMAKE’ (2013) e mais recentemente ‘E PUR SI MUOVE’ (2014). Dirigiu as peças de grupo ‘Com a morte me enganas’ (1994), ‘Primeiro Nome: Le’ (1994, prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1994/95), ‘Dom São Sebastião’ (1996), ‘GUST’ (1997), ‘More’ (1998), ‘À Força’ (1998), ‘Em Troca’ (2001, coreografia para a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique), ‘My Name is Wilde… Oscar Wilde’ (2001), ‘Silence so Sexy’ (2002), ‘LIVE|EVIL – EVIL|LIVE’ (2005), ‘RIP’ (2010), ‘LOST RIDE’ (2011),’ANDIAMO!’ (2012) ‘VELHⒶS’ (2019). Apresentou espectáculos em co-autoria com Mónica Lapa (‘Bimarginário’, 1990), Vera Mantero (‘blá-blá-blá’, 1990), Carlota Lagido (‘Sporting Decadence’, 2000), Herwig Onghena (“LIVE|EVIL – EVIL|LIVE”, 2005) e Vera Mota (‘im-‘ 2009). Colaborou enquanto coreógrafo em ‘Hanare’ (2009), desenvolvido com Aldara Bizarro e por ela interpretado, e em ‘A Laura quer!’ (2019) com direcção artística de Sílvia Real. Desenvolveu ainda intervenções para uma obra de Pedro Cabrita Reis em exposição no Museu de Arte Contemporânea de Bona (‘O Príncipe da Rua’, 1999) e para a exposição de Francis Bacon no Museu de Serralves (‘Laughter To My Heart’, 2003), bem como os projectos para espaços não-convencionais ‘Performers Anónimos’ (1999) e ‘Danças Privadas’ (2000). Dançou com vários coreógrafos, destacando Paula Massano, Meg Stuart/Damaged Goods em ‘Disfigure Study’ (1991) , ‘BLESSED’ (2007), ‘All together Now’ (2009) e ‘UNTIL OUR HEARS STOP’ (2015), Alain Platel/Le Ballets C de la B em ‘Bonjour Madame, comment allez-vous aujourd’hui, il fait beau, il va sans doute pleuvoir, et cætera’ (1993) e Carlota Lagido em ‘Lilith’ (1998) e ‘Self – um auto-retrato em 39 partes’ (2004). Tem participado em debates, conferências e encontros internacionais, tais como o European Choreographic Forum 1, CrashLanding@Moscow e Cellbytes 2001.

Ensina regularmente no Fórum Dança e em cursos de licenciatura e mestrado das Escolas Superiores de Dança e de Teatro. Orientou workshops em vários países europeus, sul-americanos, asiáticos e africanos.

Estudou dança e teatro em Portugal e em Nova Iorque, nomeadamente no Merce Cunningham Dance Studio e Lee Strasberg Theatre Institute. Estudou voz com Lúcia Lemos, guionismo com Luís Falcão e escrita criativa com José Luís Peixoto.

 

Gil Mendo

Espaço da Penha, Lisboa PT, 30 Novembro 2017

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Biografia

Nascido em Oeiras (1946), estudou dança no Centro de Estudos de Bailado do Instituto de Alta Cultura/Teatro Nacional de São Carlos (1966/72), e formou-se em Coreologia pelo Benesh Institute of Choreology (Londres, 1972/75). 

Foi Professor na Escola de Dança do Conservatório Nacional (1976/86), foi Vogal da Comissão Instaladora da Escola Superior de Dança (1983/89), onde posteriormente foi Professor Coordenador (1986/2014). Em 1990, foi um dos fundadores do Forum Dança. 

Participou activamente na rede IETM – Informal European Theatre Meeting desde 1990, e foi membro do seu Comité Executivo de 1991 a 1993.

Foi consultor para a Dança do Comissariado da Europália 91-Portugal de 1990 a 1991, e na Fundação das Descobertas/Centro Cultural de Belém de 1993 a 1995.

Pertenceu à Comissão Instaladora do Instituto Português das Artes do Espectáculo – Ministério da Cultura, entre 1996 e 1998, e foi Coordenador do seu Departamento de Dança de 1998 a 2001 .

Em 1999, foi Membro fundador do Fonds Roberto Cimetta.

Foi Programador de Dança da Culturgest, de 2004 a 2018. 

Gustavo Ciríaco

Edifício Lx Factory, Lisboa PT, 21 Fevereiro 2011

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Biografia

Nascido no Rio de Janeiro, Gustavo Ciríaco é um coreógrafo e artista contextual, cujo trabalho transita entre as artes performativas e as artes da imagem, a performance, a arquitectura, a antropologia e o paisagismo. Cientista político e bailarino de formação, formado pela Escola Angel Vianna (Rio de Janeiro) e pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais-UFRJ (Rio de Janeiro), Ciríaco formou com Frederico Paredes durante 10 anos a Dupla de Dança Ikswalsinats, pioneira no uso do humor na dança contemporânea nacional. Marcado por um pronunciado perfil “site-specific”, suas obras fazem dialogar contexto e arquitetura, geografia e habitação, realidade e ficção, numa pesquisa contínua desde há 20 anos sobre os campos extensivos da arte de fazer danças. Ciríaco tem trabalhado transversalmente através de diferentes campos do saber e das artes, e dos seus distintos modos de interacção, reunindo ferramentas e “insights” de como lidar com o tempo e espaço comuns. Para tal, o seu trabalho tem envolvido dança, teatro, vídeo, construções de paisagens, narração de histórias e acções urbanas em peças-conversas onde as dimensões do encontro são as inspirações para ficções e situações partilhadas. Temas como presente e presença, representação da paisagem, percepção, espaço urbano, performance situada, imersão cognitiva são constantemente abordados no seu trabalho.

Com uma trajectória internacional, com passagens desde as Américas até à Ásia, passando pela Europa e o Médio oriente, o seu trabalho tem sido acolhido por importantes festivais e instituições como Tanz im August e Haus der Kulturen der Welt (Berlim), Alkantara, Museu Berardo, Culturgest (Lisboa), Crossing the Line, New York University (Nova Iorque), Al Mammal Foundation (Jerusalém), Tokyo Wonder Site (Tóquio), San Art Gallery (Saigon), Ferme de Buisson, Paris Quartier d’Été (Paris), SESC SP (São Paulo), Panorama (Rio), Bienal SESC de Dança (Campinas), NAVE (Santiago), Bienal de Danza del Caribe (Havana), Casa Encendida (Madri), Metropolis (Copenhagen), Museu Fundação Serralves (Porto), entre outros.

Como conferencista, realizou palestras na Galeria de Arte San Art (Vietnã), na Universidade de Belas Artes de Tóquio (Japão) no Museu V & A, no Teatro Chelsea (Reino Unido), na Universidade de Belas Artes de Ramallah (Palestina), na Ópera de Lyon (França), na Fnac (Portugal), no Museu Reina Sofia, na Casa Encendida, na Universidade Alcalá de Henares, na Universidade de Bilbao (Espanha), o Centro de Artes Digitais de Taipé (Taiwan), no Itaú Cultural, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Festival Panorama (Brasil), no Teatro Solís (Uruguai), entre outros.

Como professor de História da Dança, Improvisação e de Criação Coreográfica, trabalhou na Escola e Faculdade Angel Vianna, na faculdade de Dança da UniverCidade, no Curso Técnico de Formação em Dança do Ceará, no Departamento de Artes Corporais da UFRJ, e mais recentemente no Curso de Formação PEPCC do Forum Dança, em Lisboa. Como artista convidado, ministrou cursos e realizou conversas no Mestrado em Dança Site-Specific (Danse en Situ) da Universidade Paris VIII, no mestrado em Artes Visuais na Université Sorbonne 3, na École Supérieure des Arts et Techniques (Paris), no Centro Nacional de las Artes (Cidade do México), Escola de Dança – Universidade Federal da Bahia (Salvador).

Foi director artístico do projecto de ocupação “Manifesta!” no Teatro Cacilda Becker (Rio de Janeiro) e comissário do projecto de intercâmbio artístico “ENTRE_Lugares”, do projecto de ocupação “ENTRE” Espaço Cultural Sérgio Porto (Rio) em parceria com Chelsea Theatre (Londres, 2011).

Desde 2009, Ciríaco tem colaborado com a artista e antropóloga Fernanda Eugênio realizando oficinas, laboratórios e criações que tomam a cidade e as práticas site-specific como seu foco de interesse. As suas práticas já os levaram a diversas cidades, onde seguem com o seu laboratório de investigação em torno dos fenómenos particulares de cada contexto urbano, entre elas Salvador (Plataforma Internacional de Dança), Lisboa (Atelier Re.Al), Rio de Janeiro (Espaço SESC), Fortaleza (Bienal de Par em Par) , Saigon (Galeria Sàn Art) e mais recentemente em Nova Iorque (Hemispheric Institute for Performance and Politics).

Desde 2018, Ciríaco é artista investigador associado ao programa THIRD, da DAS – Universidade de Amsterdam, com a pesquisa “Cobertos pelo Céu”.

Jennifer Lacey

Espaço da Penha, Lisboa PT, 3 Abril 2014

Conferência indisponível

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Biografia

Coreógrafa Anorte-americana a viver em Paris. Durante os anos 90, Lacey foi membro da Companhia de Dança Randy Warshaw em Nova Iorque e também dançou com Jennifer Monson, DD Dorvillier, John Jasperse, Yvonne Meir e Ellen Fisher, entre outros. Ao mesmo tempo, começou a desenvolver o seu próprio trabalho, que foi apresentado em PS 122, Movement Research Danspace St Marks, assim como em muitos espaços europeus e festivais, nomeadamente no Teatro Kaai, Menagerie de Verre e o Szene Salzburg Festival. Em 2000 Lacey mudou-se para Paris, fundou a Megagloss com Carole Bodin e começou o que viria a ser uma duradoura colaboração com a artista Nadia Lauro. A sua colaboração produziu muitos trabalhos, entre os quais, “$Shot”, “Chateaux of France”, “Mhmmmmm” e “Les Assistante”’. Foi publicada uma monografia do seu trabalho em 2007. Para além da colaboração com Lauro, Lacey fundou vários projectos com fronteiras ambíguas: “Projet Bonbonnière” – um projecto de pesquisa e de vida para reabilitar teatros italianizados – “Prodwhee” – uma série de performances descartáveis que usam a residência de dança como moeda de troca; “Robinhood” – uma performance mítica e invisível com Cerith Wyn Evans; “Robinhood – The Tou”’ – um acto de roubo perpetuado com o compositor/músico Hecker, apresentado recentemente na Tate Modern; e “Transmaniastan” – um trabalho comissionado para “uma exposição coreografada”’ na Kunsthalle, St. Gallen. Também produziu vários solos: “Two Discussions of an Anterior Event” (2004), “Tall” (2007) e “Ouch” (2007) (uma versão de sapateado de Carolee Scheeman’s Internal Scroll). Em 2009 apresentou “Culture & Administratio”’, um dueto em colaboração com Antonija Livingstone. Nos últimos dois anos tem estado em residência nos Laboratoires d‘Aubervilliers em Paris. Durante este período produziu dois projectos, “Ma premiere fois avec un dramaturge”, e ”“’I heart Lygia Clark”. Estes projectos são performativos mas caem fora dos modelos tradicionais da produção de dança e de espectáculo. No último Outono, Lacey estreou “Tool is Loot”, uma colaboração com o coreógrafo americano Wally Cardona e com Jonathan Bepeler.

Jeroen Peeters

Espaço da Penha, Lisboa PT, 23 Fevereiro 2015

O livro “Through the Back: Situating Vision between Moving Bodies” foi lançado em Lisboa por ocasião desta palestra. Sobre o livro: http://sarma.be/pages/Through_the_Back 

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"Anarchiv #1: I am not a zombie" (2009), by Kattrin Deufert, Thomas Plischke, Jeroen Peeters and Marcus Steinweg

Biografia

Ensaísta e dramaturgo, trabalha através dos meios de escrita, performance e publicação. Publicou amplamente sobre dança contemporânea e performance, teoria da arte e filosofia, incluindo um livro sobre espectador na dança contemporânea “Through the Back: Situating Vision between Moving Bodies” (2014). Interessado em documentar as “linguagens do fazer”, Peeters montou vários projectos dialógicos com artistas do campo da dança contemporânea, que resultaram, por exemplo, num livro em colaboração com Meg Stuart, “Are we here yet?” (2010). Outras publicações incluem o livro de artista “We don’t know what free jazz is” (2015), os ensaios “Reseeding the library, gleaning readership” (2018) e “Bookmarks of sorts” (2021), e a monografia sobre Mette Edvardsen, “Something Some things Something else” (2019). Peeters envolve-se regularmente em colaborações artísticas com deufert+plischke, Jack Hauser, Sabina Holzer, Sara Manente, Martin Nachbar, Meg Stuart, David Weber-Krebs e Jozef Wouters, entre outros. É co-fundador e editor do Sarma (Laboratório de Práticas Discursivas e Publicação Ampliada) e Varamo Press. Como investigador, interessa-se por ecologias de atenção, conhecimento incorporado, alfabetização material, leitura, comunidade e desenvolvimento sustentável. Desde 2020, Peeters é investigador associado da Hasselt University, Faculty of Architecture and Arts e PXL-MAD School of Arts.

Uma grande seleção de escritos de Peeters está disponível em http://sarma.be/pages/Jeroen_Peeters 

sarma.be/pages/Jeroen_Peeters 

João Fiadeiro

Estúdios Victor Córdon, Lisboa PT, 4 Novembro 2021

Palestra com apoio dos Estúdios Victor Córdon.

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© Ana Viotti
© Cristiano Prim

Biografia

Nascido em 1965, João Fiadeiro pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.

O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.

Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram activamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projecto durante 30 anos de actividade ininterrupta.

Joclécio Azevedo

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 22 Novembro 2018

Por lapso é mencionado na conferência que as Jornadas de Arte Contemporânea foram uma iniciativa da Fundação de Serralves quando, na verdade, se tratou de uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto, comissariada pelo João Fernandes e com assessoria da Ana Cristina Vicente na área da dança.

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© Susana Neves

Biografia

Brasil, 1969. Vive no Porto desde 1990. A sua prática artística desenvolve-se em torno de áreas como coreografia, curadoria, performance e pedagogia, procurando experimentar diferentes princípios de colaboração. O seu trabalho tenta articular diferentes papéis que a escrita pode assumir na prática artística, seja como gesto performativo, modo de apropriação da realidade, matéria visual ou instrumento de activação e de registo da performance. Foi director artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica entre 2006 e 2011. É membro da direcção plenária da GDA (Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas) desde 2008 e do Conselho de Curadores da Fundação GDA desde 2010. Artista residente da Circular Associação Cultural a partir de 2012 e coordenador do programa educativo da associação a partir de 2018. Colaborou com o Ballet Contemporâneo do Norte, tendo criado duas peças para a companhia e participado como intérprete ou ensaiador em outras 4 produções. Organizou seminários e participou como formador em diversos programas e instituições como o FAICC – Formação avançada em interpretação e criação coreográfica, da Companhia Instável, a Oficina ZERO ou o Balleteatro Escola Profissional. Em 2016 trabalhou como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. Colabora, desde 2016, com o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2020 e 2021, no âmbito do projeto europeu “ARK”, orientado pelo grupo de teatro Quarantine e realizado simultaneamente em sete cidades, partilhou com Inês Moreira a curadoria da versão portuguesa (ARK Porto – Escola dos Confins e de Nenhures), produzida pelo Teatro Municipal do Porto – Rivoli em colaboração com o programa Cultura em Expansão. Foi intérprete ou participante em trabalhos de diversos criadores ligados às artes plásticas ou performativas, como por exemplo Miguel Pereira, Isabelle Schad, Joshua Sofaer, Cildo Meireles, Tino Seghal, Peter Bebjak/Juraj Korec, Jean-Marc Heim, Ronit Ziv, Gary Stevens, Simone Forti, André Guedes, E. M. de Melo e Castro, Joana Providência, João Paulo Seara Cardoso, Ana Figueira, Isabel Barros e Né Barros. Frequenta actualmente o doutoramento em Arte Contemporânea do Colégio das Artes, Universidade de Coimbra.

nenhum.org/

La Ribot

Espaço da Penha, Lisboa PT, April 7, 2016

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© Anne Maniglier

Biografia

Choreographer, dancer, and visual artist. Her art emerged at the end of Spain’s democratic transition in the 1980s and has gone on to profoundly change the field of contemporary dance. She defies the frameworks and formats of the stage and the museum, borrowing freely from the vocabularies of theatre, visual art, performance art, film, and video to achieve a conceptual shift in choreography. Her solos, collective explorations, experiments with amateurs, installations, and moving images are the many facets of a protean practice that constantly focus on the rights of the body.

In 2000, she was awarded the National Dance Prize and, in 2016, the Gold Medal of Merit in Fine Arts, awards granted by the Spanish Ministry of Culture.

laribot.com

Lia Rodrigues

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 22 Março 2012

Conferência indisponível

Arquivo

Biografia

Nasceu em 1956, em São Paulo, Brasil. Estudou Ballet Clássico, e concluiu o curso de História na Universidade de São Paulo. Em 1977, foi uma das fundadoras do grupo independente de dança contemporânea Andança, vencedor do prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1978. Entre 1980 e 1982, trabalhou na Compagnie Maguy Marin, em França. Em 1990 fundou a própria companhia – Lia Rodrigues Companhia de Danças – com actividades de formação, repertório, pesquisa e criação de novos trabalhos. 

Desde 2018, é artista associada do Théâtre National de Chaillot e do Le 104, ambos em Paris. Em 2005, ganhou a medalha de Chevalier des Arts et Lettre, pelo governo francês. Recebeu o prémio da Fundação Prince Claus, na Holanda, em 2014, pelo seu trabalho artístico e social. No mesmo ano recebeu a AFIELD Fellowship pela sua iniciativa no Centro de Artes da Maré. Em 2016, recebeu o prémio Coreografia pela Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques – SACD, e em 2017, recebeu o prémio Itaú Cultural – 30 anos na categoria Criar.

http://www.liarodrigues.com/

Lisa Nelson

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 27 Outubro 2021

Arquivo

© Mandoline Whittlesey

Biografia

Bailarina, performer, improvisadora e artista colaborativa, tem vindo a explorar o papel dos sentidos na performance e observação do movimento, desde os anos 70. A partir da investigação em vídeo e dança, desenvolveu uma abordagem para edição em tempo real e performance colaborativa que intitula “Tuning Scores”. Nelson já apresentou, leccionou e coreografou pelo mundo fora, colaborando com Steve Paxton, Daniel Lepkoff, Image Lab — Scott Smith, KJ Holmes e Karen Nelson. Co-edita o jornal de dança Contact Quarterly desde 1976 (www.contactquarterly.com), foi galardoada com o Prémio Bessie (1987) e o Prémio Alpert (2002). Actualmente, desenvolve a criação de uma aplicação de edição de vídeo em tempo real e de um jogo de computador em 3D, com a Contredanse (Bruxelas).

movementresearch.org

Loïc Touzé

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 10 Novembro 2011

Conferência indisponível

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Biografia

Bailarino, coreógrafo e professor. Embora tenha criado peças de palco desde meados dos anos noventa, como “Morceau”, “Love”, “La Chance”, “Fanfare”, “Forme Simple”, o seu trabalho pode assumir várias formas. “Around the Table”, por exemplo, criado com Anne Kerzerho, ou o filme “Dedans ce monde”, são formas alternativas de fazer a dança aparecer fora do perímetro do palco, de fora ou à margem do campo coreográfico.

A maioria dos bailarinos que partilham o seu trabalho são também coreógrafos, e contribuíram muito para as suas peças ao longo dos últimos 20 anos.

Há vários anos, Touzé pesquisa a noção da figura na dança com o pesquisador e artista Mathieu Bouvier, resultando numa série de oficinas profissionais e na criação de um site: pourunatlasdesfigures.net

Touzé é regularmente convidado para participar em actividades de investigação no La Manufacture, em Lausanne.

Loïc Touzé desenvolve uma prática de formação considerável, leccionando regularmente para formação profissional em dança e teatro (Mestrado em Exerce, National Theatre School of Strasbourg e La Manufacture). Foi um dos membros fundadores do Departamento Pedagógico do CNDC – Angers, entre 2004 e 2007, e foi professor associado na Escola de Arquitectura de Nantes, entre 2016 e 2019.

Desde 2011, Touzé dirige o Honolulu, um espaço de residência, criação e ensino em Nantes.

Todas estas formas e meios de acção, criação, pesquisa, ensino e colaboração estão conectados sem hierarquia. O que preside o trabalho é a convicção de que um gesto dançado é uma aventura, uma promessa de transformação e de emancipação.

loictouze.oro.fr/

Madalena Victorino

Espaço da Penha, Lisboa PT, 20 Novembro 2014

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Biografia

Professora, programadora e coreógrafa. Nascida em 1956, Madalena Victorino partiu para Londres a seguir ao 25 de Abril para estudar dança contemporânea. Acabou por dedicar-se ao estudo do movimento associado à pedagogia da dança. No regresso criou a sua profissão e tem desenvolvido muitos projectos junto das comunidades. Exemplo disso é a época em que partiu para as aldeias de Viseu para dar a conhecer Pina Bausch às mulheres do campo. Durante muito tempo esteve à frente do Centro de Pedagogia e Animação do CCB. Actualmente, entre muitas outras danças, é uma das programadoras da edição de 2013 do Festival Todos, em Lisboa. Cria múltiplas peças coreográficas que frequentemente envolvem pessoas de idades e com experiências de vida muito diferentes e intérpretes profissionais. Tem ganho vários prémios com os seus projectos. O seu trabalho é reconhecido pela sua carga humanística. Vive preocupada com a importância da educação artística de cada e todas as pessoas.

Marcela Levi

Videoconferência, 12 Novembro 2020

Arquivo

© Lucia Russo

Biografia

Rio de Janeiro, 1973. Coreógrafa e performer. Nos últimos vinte anos vem desenvolvendo projectos que dissolvem as fronteiras entre a dança e as artes plásticas, construindo uma linguagem que perturba a hierarquia entre corpo e objecto: o corpo torna-se objecto e os objectos tornam-se corpo. Através do seu trabalho, Levi cria uma zona de ambiguidades e deslocamentos. Formada pela Escola de Dança Angel Vianna (Rio de Janeiro), Levi foi artista residente no centro de arte Les Recollets (França), no Programa Artistas en Residencia – Casa Encendida / Aula de Danza (Espanha), no Espaço Cultural Azala, (Espanha), no Laboratório de Criatividade Urbana ON.OFF, Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (Portugal), artista convidada no programa Rio Occupation London, na London Cultural Olympiad, promovido pela SEC RJ (Londres) e recebeu a bolsa Batiscafo (Cuba).

Os seus projectos: “Imagem” (2002), “Massa de sentidos” (incluído como um dos dez melhores trabalhos em dança de 2004 na lista do jornal O Globo), “In-organic” (Prêmio Klauss Vianna 2007, Programa Rumos Dança Itau Cultural, incluído pela organização inglesa Artsadmin no “The top 40 illustrated guide to 2008”, citado no yearbook de 2008 da revista alemã Ballettanz e incluído como um dos dez melhores trabalhos em dança de 2007 na lista do Jornal do Brasil) e “Em redor do buraco tudo é beira” (contemplado pela Funarte no Programa de Bolsas de Estímulo à Criação Artística 2008, incluído entre os destaques da dança em 2009 pela crítica especializada do jornal O Globo, contemplado com o Prémio Reconhecimento ZKB / Zürcher Theater Spektakel, Zurique 2010 e com o Prêmio PROCULTURA 2010) têm sido apresentados em vários festivais e centros de arte no Brasil, Europa e América Latina como: Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Impulstanz Festival (Viena), Les inaccoutumés – Ménagerie de Verre (Paris), In Transit (Berlim), In Presentables (Madrid), Rencontres Choregraphiques de Seine-Saint-Denis (Paris), Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas), Nottdance (Nottingham), Arnolfini (Bristol), Teatro Solís (Uruguai), Festival COCOA (Buenos Aires), Bienal Internacional de Dança do Ceará, Casa França Brasil, MAM RJ e outros.
Em 2010, fundou a Improvável Produções em parceria com a coreógrafa, performer e gestora cultural argentina Lucía Russo. Levi & Russo apostam num projecto de autoria partilhada, numa direcção artística que aponta para um regime de sentido aberto e múltiplo, uma direcção polifónica em que diferentes posições inventivas se entrecruzam num processo que acolhe linhas desviantes, dissenso e diferenças internas como força crítica construtiva e não como polaridades auto-excludentes.

A Improvável – espaço de formação, pesquisa e criação – é responsável pela concepção, criação e produção das peças de dança “Natureza Monstruosa” (Fomento à Dança, SMC RJ, 2011 + Iberescena 2011 + Circuito Estadual das Artes, SEC 2012); “Mordedores” incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2015 (Coprodução Iberescena / Funarte 2014 + Fomento a Cultura Carioca 2014 | SMC + Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, 2015); “Boca de Ferro” incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2018 e indicado ao Prémio Cesgranrio de Dança nas categorias “melhor coreografia” e “melhor bailarino”, “Deixa Arder” incluído na lista do jornal O Globo como um dos espetáculos de dança de destaque em 2017 e “HARM-ONY” coprodução fundo Iberescena/Funarte e NAVE (Santiago do Chile); e pela intervenção urbana “Sandwalk with me” desenvolvida entre Londres e Rio de Janeiro com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura do RJ e com a coprodução do Festival Panorama 2013.
Levi colaborou com os artistas Lia Rodrigues, Vera Mantero, Guillermo Gomez-Peña, Laura Erber, Manuel Vason, Cristina Moura, Dani Lima e Gustavo Ciríaco, entre outros.

Marcelo Evelin

Espaço da Penha, Lisboa PT, 20 Fevereiro 2022

Palestra com apoio da Casa da Dança.
“Matadouro” >> consultar documento

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© Marc Domage

Biografia

Bailarino, coreógrafo e investigador. Vive entre Teresina e Amsterdão e trabalha no Brasil, Japão e em vários países da Europa como artista independente à frente da Plataforma Demolition Incorporada, baseada no CAMPO, um espaço de Residência e Resistência das Artes Performativas em Teresina, no Piaui. Os seus espectáculos “De Repente Fica Tudo Preto de Gente”, “Batucada” e “A Invenção da Maldade” circulam actualmente por teatros e festivais do mundo. Ensina na Escola Superior de Artes de Amsterdão desde 1999 e vem criando projectos junto de Universidades e cursos de mestrado, entre eles ISAC (Bruxelas), Museu Reina Sofia (Madrid), EXERCE (Montpellier) e CND (Paris). Em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piaui.

www.demolitionincorporada.com

Mark Tompkins

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 9 Julho 2011

Conferência indisponível

Biografia

Bailarino, coreógrafo, cantor e professor americano, Mark Tompkins funda a Company I.D.A. em 1983. Cria solos, peças de grupo, concertos e performances que misturam dança, música, canção, texto e vídeo. A sua maneira de fabricar objectos performáticos não identificados tornou-se a sua assinatura. A paixão pela composição em tempo real leva-o a todo o mundo, ensinando e apresentando-se com muitos bailarinos e músicos. Em 2008, recebe o Prémio de Coreografia SACD pelo seu trabalho (Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos).

Fascinado pelo atrito entre o alto e o baixo entretenimento, as suas performances são inspiradas em formas populares como music-hall, vaudeville, musicais, burlesco e a ambivalência de género: “Black’n’blues”, “Opening Night”, “Showtime”, “A Wind Of Madness”, “Le Printemps”, “Bambi”. Canta e dança no concerto “Never Mind the Future” com Sarah Murcia, e colabora com a coreógrafa portuguesa Mariana Tengner Barros em “A Power Ballad” e “Resurrection”.

Meg Stuart

Espaço da Penha, Lisboa PT, July 18, 2019

Conferência indisponível

Arquivo

© Edouard Jacquinet

Biografia

Coreógrafa e bailarina americana, nascida em Nova Orleães, vive em Berlim, trabalha em Bruxelas na companhia Damaged Goods, estrutura que fundou em 1994. Criou mais de 30 obras, em dança e teatro. Iniciou vários projectos de improvisação e colabora com artistas nos campos das artes visuais, da música e da dança. Através da improvisação, Meg Stuart explora estados físicos e emocionais ou as memórias que eles produzem. O seu trabalho artístico encontra-se sempre numa constante mudança de identidade, que se redefine enquanto procura novos contextos de apresentação e territórios para a dança. Para além do seu trabalho enquanto coreógrafa, Meg Stuart ensina regularmente em workshops e master classes em escolas de dança, festivais e instituições.

www.damagedgoods.be

Mette Edvardsen

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 19 Maio 2022

Arquivo

© Antero Hein

Biografia

Coreógrafa e performer. Embora alguns dos seus trabalhos explorem outros meios e formatos, como vídeo, livros e escrita, o seu interesse é sempre sobre as artes cénicas como prática e situação. Trabalha desde 1994 como bailarina e performer para várias companhias e projectos, e desenvolve o seu próprio trabalho desde 2002. Apresenta os seus trabalhos internacionalmente e continua a desenvolver projectos com outros artistas, quer como colaboradora quer como performer. Foram apresentadas retrospectivas do seu trabalho no Black Box Theatre (Oslo, 2015), e no programa Idiorritmias do MACBA (Barcelona, 2018). A sua peça “Time has fallen asleep in the afternoon sunshine” está em circulação desde 2010, foi apresentada duas vezes no Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas, 2013 e 2017), Sydney Biennale (2016), Index Foundation (Estocolmo, 2019), Oslobiennalen First Edition (2019/ 2020), Trust & Confusion na Tai Kwun Arts (Hong Kong, 2021) e Bienal de São Paulo (2021). Edvardsen vai apresentar várias peças em Amant, (Nova Iorque, 2022), e irá desenvolver um projecto em residência no Les Laboratoires d’Aubervilliers (Paris 2022/23).

Mette Edvardsen é apoiada por Norsk Kulturråd (2021/2025) e BUDA Arts Center Kortrijk (2017/2021). De 2019 a 2021, foi artista associada do Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie (França). Actualmente, finaliza a sua pesquisa como candidata a doutoramento na Academia Nacional de Artes de Oslo.

www.metteedvardsen.be/

Miguel Pereira

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 12 Dezembro 2019

A Dança da Minha História foi criada no contexto do ciclo A Minha História da Dança, pensado e organizado pelo O Rumo do Fumo e Forum Dança, sob o signo de uma palestra/conferência, convidando artistas da área da dança a pensarem e partilharem o seu percurso artístico no cruzamento com a História da Arte em geral.

Ao idealizar a minha história da Dança, tive vontade de a construir sobre dois vértices: a temporalidade, não necessariamente linear num percurso pessoal ou artístico, antes guiado pelas memórias afectivas; e a apresentação materiais, movimentos e situações que maioritariamente fogem dos focos habituais de visibilidade do circuito dos espectáculos.

As pessoas que habitam o meu corpo através dos meus aquecimentos, um episódio acontecido numa audição para a Pina Bausch ou uma pequena performance realizada no início da minha vida artística, são alguns dos elementos que constroem o corpo desta história e desta dança.

Arquivo

© Fernanda Ruiz
© Richard Louvet
© Miguel Fernandes, Teatro das Figuras
© Lais Pereira
© Ruth Lang

Biografia

Frequentou a Escola de Dança do Conservatório Nacional e a Escola Superior de Dança, em Lisboa. Foi bolseiro em Paris (Théâtre Contemporain de la Danse) e em Nova Iorque com uma bolsa do Ministério da Cultura.

Como intérprete trabalhou, entre outros, com Filipa Francisco, Francisco Camacho e Vera Mantero. Participou na peça e no filme “António, Um Rapaz De Lisboa” de Jorge Silva Melo, trabalhou com Jérôme Bel em “Shirtologia (Miguel)” (1997) e foi intérprete em “Les Inconsolés” de Alain Buffard, na remontagem da peça em 2017.

Como criador destaca os trabalhos “Antonio Miguel”, peça com a qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio ACARTE/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, uma colaboração com a coreógrafa egípcia Karima Mansour (2006), “Doo” (2008), “Antonio e Miguel”, uma nova colaboração com Antonio Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) uma colaboração com a mala voadora, “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) para o Ballet Contemporâneo do Norte, “Peça para Negócio” e “Peça feliz” (2017), “Era um peito só cheio de promessas” (2019), e “Falsos Amigos” (2021) em colaboração com Guillem Mont de Palol.

Em 2003, 2007 e 2015 criou para o repertório da Transitions Dance Company/Laban Centre as peças “Transitions”, “Transitions II” e “Transitions III” que integraram a tournée nacional e internacional da companhia (2003/2004, 2007/2008 e 2014/2015).

No ano de 2003 foi alvo de uma mini-retrospectiva nas Caldas da Rainha, integrada no ciclo “Mapas” organizado pela Transforma-AC em colaboração com a ESTGAD.

O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa, Brasil, Uruguai e Chile, e é professor convidado em diferentes estruturas nacionais e internacionais.

Desde 2000, convidado por Vera Mantero, é artista associado da estrutura O Rumo do Fumo.

www.orumodofumo.com

Nadia Lauro

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 6 Dezembro 2018

Conferência indisponível

Arquivo

Biografia

Artista plástica e cenógrafa, Nadia Lauro desenvolve o seu trabalho em diversos contextos (espaço cénico, arquitectura paisagística, museus), há várias décadas. Concebeu cenografia, ambientes e instalações visuais com forte poder dramatúrgico, criando novas formas de ver e estar em conjunto.

Nadia Lauro colaborou com coreógrafos e intérpretes internacionais, de mencionar: Vera Mantero, Benoît Lachambre, Frans Poelstra, Martin Belanger, Ami Garmon, Bárbara Kraus, Emmanuelle Huynh, Fanny de Chaillé, Alain Buffard, Antonija Livingstone, Latifa Laabissi, Jonathan Capdevielle, Laeticia Dosh, e com Jennifer Lacey, com quem co-criou inúmeros projectos.
Les Presses du Réel publicou o ensaio/monografia totalmente ilustrada de Alexandra Baudelot sobre Jennifer Lacey e Nadia Lauro, intitulado “Jennifer Lacey et Nadia Lauro – dispositifs chorégraphiques”.

Recebeu o Prémio de Dança e Performance de Nova Iorque (The Bessie) pela instalação visual em $Shot (Lacey/Lauro/Parkins/Cornell).
Em 1998, fundou com o arquitecto Laurence Cremel a Squash Cake Bureau para desenvolver projectos de paisagismo e mobiliário urbano.
Também criou concertos (Cocorosie, Gaspard Yurkevitch, Dani Siciliano) e concebeu as instalações/performances: “Tu montes”, “Os atletas”, “I hear voices”, desenvolvidas em museus, teatros e galerias de arte na Europa, Estados Unidos, Japão e Coreia. Para a 4ª edição do Novo Festival no Centro Pompidou, apresentou “La Clairière” (Fanny de Chaillé/Nadia Lauro), um ambiente visual imersivo desenhado para ouvir “Khhhhhh”, Línguas Imaginárias e Inventadas.

Desde 2014, Nadia Lauro é artista associada do Festival Extension Sauvage (Projecto Latifa Laabissi/Figura). Actualmente está em fase de criação do concerto-performance “Stitchomythia” em colaboração com a compositora electroacústica Zeena Parkins (Fundação Serralves – Porto, American Realness – Nova Iorque, Centre Georges Pompidou – Paris).

nadialauro.com

Olga Roriz

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 21 Novembro 2019

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© Estelle Valente

Biografia

Natural de Viana do Castelo teve como formação artística na área da dança o curso da Escola de Dança do Teatro Nacional de S. Carlos com Ana Ivanova e o curso da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa.

De 1976 a 1992 integrou o elenco do Ballet Gulbenkian sob a direção de Jorge Salavisa, onde foi primeira bailarina e coreógrafa principal.
Trabalhou com coreógrafos de renome como: Alvin Nokolais, Jiri Kylián, Louis Falco, Hans Van Manen, Vasco Wellemkamp, Karine Saporta, Lar Lubovitch, Peter Sparling, Elisa Monte e Christopher Bruce.

Em Maio de 1992 assumiu a direção artística da Companhia de Dança de Lisboa. Em Fevereiro de 1995 fundou a Companhia Olga Roriz, da qual é directora e coreógrafa. O seu reportório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90 obras, onde se destacam as peças “Treze Gestos de um Corpo”, “Isolda”, “Casta Diva”, “Pedro e Inês”,”Propriedade Privada”, “Electra”, “Pets”, “A Cidade”, “A Sagração da Primavera”. Criou e remontou peças para um vasto número de companhias nacionais e estrangeiras entre elas o Ballet Gulbenkian e Companhia Nacional de Bailado (Portugal), Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo (Mónaco), Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet (Inglaterra), American Repertory Ballet (E.U.A.), Maggio Danza e Alla Scala (Itália). Internacionalmente os seus trabalhos foram apresentados nas principais capitais europeias, assim como nos E.U.A., Brasil, Japão, Egipto, Cabo Verde, Senegal, Tailândia, Macau, Moçambique e Coreia do Sul. Tem um vasto percurso de criação de movimento para Teatro e Ópera. Na área do vídeo realizou três filmes, “Felicitações Madame”, “A Sesta” e “Interiores”.

Desde 1982 Olga Roriz é distinguida com relevantes prémios nacionais e estrangeiros. Entre eles destacam-se o 1º Prémio do Concurso de Dança de Osaka, Japão (1988), Prémio da melhor coreografia da Revista Londrina Time-Out (1993), Prémio Almada (2004), Condecoração com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique – Grande Oficial pelo Presidente da República (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores e Milleniumbcp (2008), Prémio da Latinidade (2012) entre outros, igualmente relevantes.

Panaibra Gabriel Canda

Videoconferência, 26 Novembro 2020

Arquivo

Biografia

Nasceu em Maputo, Moçambique. É um dos coreógrafos mais influentes em África que reflete os levantes pós-coloniais do país de maneira tão ambígua como nenhuma outra. Estudou teatro, dança e música em Moçambique e Portugal. Desde 1993, desenvolve os seus próprios projectos artísticos. O seu trabalho foi apresentado em todo o mundo e ganhou vários prémios. Em 1998, fundou a CulturArte – Cultura e Arte em Movimento, talvez o primeiro e único espaço de produção de dança contemporânea em Moçambique. A dedicação de Panaibra como director artístico e coreógrafo foca-se em apoiar e desenvolver a cena da dança local e regional, incluindo criações, performances e programas de formação. Também desenvolve colaborações com artistas do sul da África e da Europa, além de colaborar com artistas de outras disciplinas.

Rui Horta

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 23 Junho 2022

Arquivo

Biografia

Nascido em Lisboa, começou a dançar aos 17 anos nos cursos de bailado do Ballet Gulbenkian, tendo posteriormente vivido vários anos em Nova Iorque, cidade onde completou a sua formação e desenvolveu o seu percurso de intérprete e professor. Em 84 regressa a Lisboa, sendo um dos mais importantes impulsionadores de uma nova geração de bailarinos e coreógrafos portugueses.

Durante os anos 90 viveu na Alemanha onde dirigiu o SOAP Dance Theatre Frankfurt, sendo o seu trabalho considerado uma referência da dança europeia e apresentado nos mais importantes teatros e festivais em todo o Mundo, nomeadamente no Théâtre de la Ville, que co-produziu o seu trabalho ao longo de uma década.

Em 2000 regressou a Portugal, e fundou O Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo, um centro multidisciplinar de residências e experimentação artística.

Para além do seu intenso trabalho de criador independente, Horta criou, como artista convidado, um vasto repertório para companhias de renome tais como o Cullberg Ballet, Ballet Gulbenkian, Ballet du Grand Théâtre de Genève, Ballet National de Marseille, Nederlands Dans Theatre, Companhia de Dança da Ópera de Gotemburgo, Iceland Dance Company, Scottish Dance Theatre, Random Dance, Carte Blanche, Ballett des Staatstheaters am Gärtnerplatz, Ballet du Nord, Ballet do Landestheater Linz, Ballet de Nuremberga, Tanzmainz, etc.

Ao longo da sua carreira recebeu importantes prémios e distinções tais como o Grand Prix de Bagnolet, a Bonnie Bird Award, o Deutsche Produzent Preis, o Prémio Acarte, o Prémio Almada, o grau de Oficial da Ordem do Infante, o grau de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, pelo Ministério da Cultura Francês.

A sua criação coreográfica foi classificada como Herança da Dança Alemã. Nas artes performativas o seu trabalho de encenador estende-se ao teatro, à ópera, ao novo circo e à música experimental, sendo igualmente desenhador de luzes e investigador multimédia, universo que utiliza frequentemente nas suas obras.

Sofia Dias & Vítor Roriz

Biblioteca Camões, Lisbon PT, 7 Julho 2016

Conferência indisponível

Arquivo

© S_V

Biografia

Dupla de coreógrafos a colaborar desde 2006 na pesquisa e concepção de vários trabalhos apresentados em mais de 17 países. Os seus trabalhos centram-se na articulação entre a voz, a palavra, o som e os objectos com o corpo, o gesto e o movimento. Em 2011 foi-lhes concedido o Prix Jardin d’Europe e o primeiro lugar no Aerowaves Spring Forward 2013 pelo espectáculo “Um gesto que não passa de uma ameaça”, um trabalho que questiona a hierarquia entre a palavra e o movimento.

Desde o início da sua colaboração tiveram o apoio de diversas estruturas, como a Bomba Suicida entre 2006-2009, foram Artistas Associados d’O Espaço do Tempo entre 2009-2016 e da Materiais Diversos entre 2012-2016. Têm contado com o apoio de algumas redes Europeias, tais como Looping, TRANSFER, Open Latitudes, Modul Dance, ONDA e Départs.

Enquanto dupla têm colaborado com diversos artistas tais como, Catarina Dias, artista visual e colaboradora de longa data, Lara Torres, Marco Martins, Clara Andermatt, Mark Tompkins e desde 2014 que apresentam “António e Cleópatra” de Tiago Rodrigues e “Sopro” (2017) do mesmo director. Leccionam regularmente aulas e workshops e têm vindo a organizar residências e encontros de reflexão entre artistas em diferentes contextos. Fizeram a curadoria da segunda edição do PACAP – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, Forum Dança (2018/2019).

sofiadiasvitorroriz.com

Sónia Baptista

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 14 Novembro 2019

Arquivo

© Mariana Smania

Biografia

Formada em Dança Contemporânea pelo Forum Dança. Em 2001, foi-lhe atribuído o Prémio Ribeiro da Fonte de Revelação na área da Dança, pelo Ministério da Cultura, por “Haikus” (o seu primeiro trabalho). Obteve, com distinção, o grau de Master Researcher in Choreography and Performance da Universidade de Roehampton (Londres). No seu trabalho, explora e experimenta com as linguagens da Dança, Performance, Música, Literatura, Teatro e Vídeo. Para além de textos e poemas dispersos em várias publicações, é autora de 6 livros publicados. Colabora com a CNB, com o Forum Dança e ESTC. Em 2016 estreou, no Festival Alkantara, Assentar Sobre a Subida das Águas e, em 2017, Querer do Corpo, Peso, no São Luiz. Ao longo do seu percurso artístico, o seu trabalho tem sido apoiado pelo Ministério da Cultura/Secretaria de Estado da Cultura, Fundação Calouste Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura. O seu trabalho tem sido apresentado em vários Festivais e Teatros, em Portugal e no estrangeiro. Sónia Baptista é artista Associada da AADK Portugal.

Susan Klein

Estúdios Victor Córdon, Lisboa PT, 29 Setembro 2022

Conferência brevemente disponível

Arquivo

© DR

Biografia

Tem vindo a desenvolver e a ensinar a Klein Technique™ desde 1972. Lecciona diariamente em Nova Iorque no seu estúdio, The Susan Klein School of Movement and Dance, e durante os últimos dois anos da pandemia de Covid-19 por Zoom. Desde 1989, tem viajado por todo o mundo leccionando oficinas intensivas da Klein Technique™.

A Klein Technique™ foi desenvolvida a partir da busca pessoal de Klein pela cura, após uma grave lesão no joelho. Esta técnica permite a cada indivíduo trabalhar através das suas lesões individuais, compreendendo e melhorando o funcionamento do seu corpo, para se curar e tornar um melhor bailarino. As principais influências no desenvolvimento do trabalho de Klein são Irmgard Bartenieff, Dr. Fritz Smith, e o Professor J. R. Worsley.

Klein tem uma clínica privada como Terapeuta do Movimento, Zero Balancer certificada, Professora Sénior de Zero Balancing, e Acupuncturista Tradicional de 5 Element Worsley, L.Ac., B.Ac.(UK), M.Ac.,(USA), Dipl. Ac.(NCCAOM).

www.kleintechnique.com

Vânia Rovisco

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 15 Novembro 2018

Arquivo

Biografia

Durban, África do Sul (1975). É performer e bailarina, criadora de instalações de peças duracionais através das quais explora e actualiza processos relacionais. Com um trabalho fortemente ancorado na investigação e consequente criação de uma corporeidade processual, feita em relação, trabalha com o público a fabricação de experiências mediadas por modelações espaciais, temporais e perceptivas. Concluiu o Curso para Intérpretes de Dança Contemporânea do Forum Dança (1998-2000). Trabalhou como intérprete com Meg Stuart/Damaged Goods (2001-2007) e colaborou com Pierre Colibeuf, Helena Waldman, Gordon Monahan, entre outros. Em 2004 começou a fazer direcção de movimento com os encenadores João Brites, Gonçalo Amorim e Gonçalo Waddington/Carla Maciel. Em 2007 tomou a decisão de colocar o corpo no contexto da galeria de arte, concebendo instalações e performances, que se tornou um alicerce na concepção do seu trabalho. Em 2013 estreou o solo The Archaic, Looking Out, The Night Knight e em 2014 participou na Feira de Arte Contemporânea Mostra’14.

Encenou para o festival TODOS “Silo de carros e estradas giratórias” e iniciou “Reacting to time, portugueses na performance”, projecto que lida com a transmissão do arquivo vivo da performance em Portugal de finais dos anos 60. É co-fundadora da rede artística internacional AADK – Aktuelle Architektur der Kultur, com lugar na Alemanha, Portugal e Espanha.

Vera Mantero

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 5 Novembro 2019

Arquivo

© José Caldeira | TMP
© Pedro Figueiredo
© Tuna

Biografia

Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Dos seus trabalhos destacam-se os solos “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993), “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings” (1996), “O que podemos dizer do Pierre” (2011), “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” (2012) e “Pão Rico” (2017), assim como as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), “k(ɘ) su’pɔɾtɐ i s(ɘ)ˈpaɾɐ i kõˈtɐj uʃ dojʃ mu’duʃ i õ’dulɐ” (2002), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006), “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009), “As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros” (2018), “Esplendor e Dismorfia” (2019) criada com Jonathan Uliel Saldanha para o Festival d’Avignon, e “O susto é um mundo” (2021). Também se destaca o projecto “SUB-REPTÍCIO (corpo clandestino)” (2012) concebido com Ana Borralho & João Galante, Rita Natálio e Joclécio Azevedo.

Em 2013 e 2014 criou as instalações performativas “Oferecem-se Sombras” e “Mais Pra Menos Que Pra Mais” (esta última em duas versões: ocupação da plateia e proscénio da Culturgest em 2013, e hortas urbanas criadas para a apresentação final em 2014, numa parceria entre a Culturgest e o Maria Matos Teatro Municipal, no âmbito do projecto Create to Connect, financiado pela Comissão Europeia). Estes projectos, bem como “O Limpo e o Sujo” – espectáculo estreado no Maria Matos Teatro Municipal em 2016, no âmbito do ciclo “As Três Ecologias”, que Vera Mantero comissariou com Mark Deputter e Liliana Coutinho – posicionam-se de forma clara relativamente a temas e preocupações fulcrais da actualidade: questões de sustentabilidade ambiental e económica, de coesão social e inclusão, de Cidadania. Em 2018, Mantero foi eleita pela Esglobal e pela Fundación Avina para integrar a Lista de Intelectuais Ibero-americanos Mais Influentes do ano, com foco em profissionais que contribuíram nos campos de sustentabilidade ambiental, económica, política e/ou social. Em 2020, criou a performance-conferência “Jurisplâncton” – no âmbito da pesquisa realizada na rede Terra Batida (proposta por Rita Natálio/Marta Lança) – como um estímulo para a consciência de uma ecologia interior e colectiva, a percepção do que são crimes ambientais e a função dos direitos da natureza; esta obra é posteriormente apresentada sob o título “All you need is plankton”.

O seu trabalho artístico tem sido amplamente reconhecido, com prémios institucionais como o Prémio Almada do Ministério da Cultura (2002) ou o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete (2009); através de iniciativas como a apresentação de uma retrospectiva do seu trabalho, organizada pela Culturgest em 1999, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”, ou a representação portuguesa na 26ª Bienal de São Paulo, em 2004, com “Comer o coração”, uma obra criada em parceria com o escultor Rui Chafes. Em 2014, o influente jornal brasileiro O Globo elegeu “Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional” como uma das 10 melhores peças de dança apresentadas nesse ano. A cidade do Fundão dedicou um ano à artista (Abril 2015 – Abril 2016), com um projecto intitulado “Passagem #2”, que inclui a apresentação de vários espectáculos, o trabalho com alunos de escolas locais e a recriação de “Comer o coração” para o circuito de arborismo do Parque do Convento, no Fundão. A nova versão, designada “Comer o coração nas árvores”, foi apresentada em 2016, no Jardim da Sereia em Coimbra, para a qual Rui Chafes preparou uma nova escultura. Em 2019 apresenta-se em várias salas de espectáculo e assume o nome de “Comer o coração em cena”.

Integra, desde 2014, o elenco da versão portuguesa de “Quizoola!”, de Tim Etchells/Forced Entertainment, ao lado de Jorge Andrade e Pedro Penim. Convidada por Boris Charmatz para integrar “20 Dancers for the XX Century” – um arquivo vivo dos solos coreográficos mais representativos do século XX – participou com alguns dos seus solos dos anos 90 nas apresentações na Tate Modern (Londres) e na Opéra de Paris/Palais Garnier (Paris) em 2015, no Tanzkongress na Staatsoper (Hannover) e no Museo Reina Sofía (Madrid) em 2016, e no IVAM – Institut Valencià d’Art Modern (Valência) em 2019. Colabora regularmente em projectos internacionais de improvisação, ao lado de improvisadores e coreógrafos como Lisa Nelson, Mark Tompkins, Meg Stuart e Steve Paxton.

Desde 2000 dedica-se igualmente ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.
Lecciona regularmente composição e improvisação, em Portugal e no estrangeiro.

 

“Para mim a dança não é um dado adquirido, acredito que quanto menos o adquirir mais próxima estarei dela, uso a dança e o trabalho performativo para perceber aquilo que necessito de perceber, vejo cada vez menos sentido num performer especializado (um bailarino ou um actor ou um cantor ou um músico) e cada vez mais sentido num performer especializadamente total, vejo a vida como um fenómeno terrivelmente rico e complicado e o trabalho como uma luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o meu e o dos outros, luta que considero essencial neste ponto da história.”
Vera Mantero

www.orumodofumo.com

Xavier Le Roy

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 5 Março 2020

Conferência indisponível

Arquivo

© Emma Picq

Biografia

Doutorado em Biologia Molecular pela Universidade de Montpellier, França, trabalha como artista desde 1991. Desde 2018 é professor no Institute for Applied Theater Studies, em Giessen (Alemanha).

Trabalhou com diversas companhias e coreógrafos. De 1996 a 2003, foi artista residente no Podewil, em Berlim. Em 2007-2008 foi “Artista Associado” no Centre Chorégraphique National de Montpellier, em França. Em 2010, Le Roy foi Artista em Residência no MIT Program in Art Culture and Technology (Cambridge, MA).

Em 2012, inicia uma residência de 3 anos no Théâtre de la Cité Internationale, em Paris. Através de seus trabalhos a solo, como “Self Unfinished” (1998) e “Product of Circumstances” (1999), abriu novas perspectivas no campo da coreografia. Ao mesmo tempo, iniciou projetos onde explorou modos de produção e colaboração em trabalhos de grupo: “E.X.T.E.N.S.I.O.N.S.” (1999-2000), “Project” (2003) e “6 Months 1 Location” (2008).

Os seus trabalhos – como os solos “Le Sacre du Printemps” (2007), “Untitled” (2014), a peça do grupo “Low pieces” (2011) e obras para espaços expositivos como “Production” (2011), criadas em conjunto com Mårten Spångberg, “Untitled” (2012) para a exposição 12 Rooms, “Retrospective”, realizada pela primeira vez em 2012 na Tapiès Foundation-Barcelona, “Temporary Title, 2015”, criada em Sydney no âmbito do John Kaldor Public Art Project, ou “For The Unfaithful Replica” (2016) em colaboração com Scarlet Yu na CA2M, em Madrid – produzem situações que exploram as relações entre espectadores/visitantes/intérpretes e a produção de subjetividades.

Em 2017, juntamente com o Ensemble Issho Ni, cria, para o Ensemble Modern em Frankfurt, a exposição “Haben Sie “Modern” gesagt?” e, juntamente com Scarlet Yu, desenvolve “Still Untitled”, um trabalho para espaços públicos, encomendado por Skulptur Projekte Münster 2017. Em 2018, a convite da Bienal de Veneza, cria uma nova versão de “Le Sacre du Printemps” para três artistas e trabalha numa nova edição de “Rétrospective” no Museo Jumex, na Cidade do México. Em 2019, esta exposição tem sua 13.ª edição no Hamburger Bahnhof – Museum für Gegenwart, em Berlim e, em colaboração com Scarlet Yu e a equipa de “Temporary Title, 2015”, coreografam “Research Conversations”, para o evento de três dias “Live Forms”, no Haus der Kultur der Welt, em Berlim.

Os seus trabalhos produzem situações que questionam as relações entre espectadores/visitantes e intérpretes e tentam transformar ou reconfigurar dicotomias como: objeto/sujeito, animal/humano, máquina/humano, natureza/cultura, público/privado, forma/não-forma.

Sobre

“Todos nós, bailarinos, coreógrafos ou performers, recebemos de alguma maneira e por alguma via, mais académica ou mais autodidacta, uma ideia da História da Dança, ou da História das Artes Performativas, da qual nos sentimos “descendentes” (e talvez nos sintamos descendentes de várias Histórias ao mesmo tempo!). Houve certamente criadores coreográficos ou cénicos que nos fizeram entender a arte que fazemos da forma como a entendemos hoje. Cada um tem uma ideia específica de como essa História se desenrolou, e para cada um há determinados criadores e determinados movimentos e correntes artísticas que contribuíram para configurar a ideia de dança que tem e pratica e que, de alguma forma, está respondendo a essa História. Estas palestras dar‐nos‐ão a oportunidade de conhecer a História da Dança que cada um criou dentro de si.”

Vera Mantero

 

O ciclo de palestras A Minha História da Dança é um projecto desenvolvido desde 2011 pelo Forum Dança e O Rumo do Fumo. O projecto, inicialmente implementado em Lisboa, foi também apresentado em Viseu, Funchal e Barcelona, em parceria com: Teatro Viriato, Dançando com a Diferença e La Poderosa. O ciclo tem contado com o acolhimento de: Edifício (LX Factory), Espaço da Penha, Rede de Bibliotecas de Lisboa e Estúdios Victor Córdon/OPART.

O Forum Dança e O Rumo do Fumo são estruturas financiadas pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes. Projecto com apoio do contrato-programa com a Câmara Municipal de Lisboa / Direcção Municipal da Cultura / Divisão da Rede de Bibliotecas. Site co-financiado pelo Garantir Cultura, Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER.

Ficha de projecto

Agenda

Susan Klein
29 Setembro 2022 – 18h30
Estúdios Victor Córdon, Lisboa

Contacto

Forum Dança
Site: forumdanca.pt
E-mail: forumdanca[at]forumdanca.pt
Telefone: +351 213 428 985

 

O Rumo Do Fumo
Site: orumodofumo.com
E-mail: info[at]orumodofumo.com
Telefone: +351 213 431 646

 

Morada: Espaço da Penha, Travessa do Calado 26-B, 1170-070 Lisboa, Portugal

Forum Dança

O Forum Dança é uma associação cultural sem fins lucrativos, criada em 1990, cuja missão é promover a dança contemporânea, através da formação profissional e artística, da investigação, da edição e da documentação.

É uma plataforma de encontro dos profissionais e do público. Desenvolve projectos pedagógicos, seminários, residências artísticas, apresentações informais, workshops e aulas regulares dirigidos a públicos profissionais e amadores, adultos e jovens.

Durante a primeira década, o Forum Dança contribuiu enormemente para o desenvolvimento, reconhecimento internacional e consolidação do tecido artístico da Nova Dança Portuguesa através da produção e difusão internacional de espetáculos, da formação profissional e artística, da investigação, da edição e da documentação.

Manteve, desde então, uma atividade continuada com a comunidade profissional, apoiando a emergência de novos criadores e facilitando a sua inclusão em redes internacionais. Promoveu, também, acções de divulgação e de formação junto do público amador (adulto e jovem), sobretudo seminários, workshops e aulas regulares.

Na área da sensibilização e da formação, o Forum Dança concebeu e realizou, desde 1991, mais de 50 Cursos de Formação e Reciclagem Profissional em Lisboa, Porto, Faro, Torres Vedras e Vila do Conde, nomeadamente:

Tem igualmente prestado aconselhamento artístico e de produção a coreógrafos e companhias e dispõe de um centro de documentação especializado em dança, com cerca de 1500 obras de diferentes áreas artísticas e técnicas, revistas e catálogos de dança, assim como uma mediateca. O Forum Dança tem trabalhado nacional e internacionalmente com mais de uma centena de organizações em quatro continentes.

O Forum Dança é uma estrutura reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública nos termos do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, conforme despacho publicado no “Diário da República”, II série, nº 99, de 29 de Abril de 1998. O Forum Dança é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes, pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Forum Dança pertence à REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.

www.forumdanca.pt

O Rumo do Fumo

Fundado em 1999 por Vera Mantero e apoiado desde então pelo Ministério da Cultura, O Rumo do Fumo é uma estrutura de criação, produção, difusão nacional e internacional, investigação, formação e programação, na área da dança contemporânea, que se posiciona num território artístico de carácter experimental e de pesquisa. Território que é também de alargamento do campo da própria dança e dos seus horizontes, caracterizando-se pela transversalidade das disciplinas artísticas e cruzamento de dança, música, teatro, literatura/poesia, artes plásticas e cinema.

Desde 2000, é responsável pela produção dos trabalhos de diversos artistas com o objectivo de criar os meios necessários ao desenvolvimento e consolidação das suas carreiras, assegurando-lhes uma maior continuidade no trabalho e facilitando possibilidades de circulação nacional e internacional. Entre 2000 e 2002, O Rumo do Fumo apoiou dez artistas, nomeadamente André Guedes, João Samões, Margarida Mestre, Mário Afonso, Miguel Pereira, Paula Castro, Paulo Henrique, Rafael Alvarez, Teresa Prima e Vera Mantero. Em 2002, a acumulação de trabalho, exacerbada pelo aumento das actividades de Vera Mantero e Miguel Pereira, resultaram na diminuição do número de artistas apoiados e, em 2004, o apoio concentrou-se em quatro artistas – André Guedes, João Samões, Miguel Pereira e Vera Mantero – o que permitiu delinear uma estratégia mais eficaz de produção, divulgação e difusão dos seus trabalhos. Desde 2008, a estrutura também apoiou pontualmente projectos de artistas emergentes, quer através do apoio à produção executiva, como no caso de Rita Natálio, Matthieu Ehrlacher e Pablo Fidalgo, quer através dos vários programas de apoio a novos criadores com programas de ensino e residências artísticas. Actualmente, O Rumo do Fumo representa os artistas associados Miguel Pereira e Vera Mantero, e apoia de forma pontual Elizabete Francisca, Henrique Furtado Vieira e Nuno Lucas.

Em Setembro de 2008, O Rumo do Fumo e o Forum Dança uniram-se para criar o EDIFÍCIO na LX Factory, e a partir de então a estrutura dispôs, pela primeira vez desde a sua criação, de um estúdio próprio. Este projecto representou um novo formato de colaboração no âmbito da comunidade da dança portuguesa, potenciador de novas dinâmicas de trabalho, e acolheu 102 projectos de criação e pesquisa, apresentações informais, conferências, seminários, workshops, o lançamento de publicações e eventos vários. A sinergia criada entre estas duas estruturas de produção tem vindo a consolidar-se no tempo, actualizando forças e valências com um novo espaço de trabalho desde 2014: o Espaço da Penha. Este espaço conta com a integração de vários estúdios, assim como espaços de outras estruturas artísticas, promovendo um cluster que se constrói e avança unido num novo e consistente pólo de trabalho.

O Rumo do Fumo construiu desta forma, e ao longo dos seus anos de actividade, uma sólida rede nacional e internacional de contactos e parceiros (instituições, teatros e festivais) em quatro continentes, com os quais mantém uma actividade regular através dos projectos dos seus artistas. Esta rede permitiu produzir um total de 115 criações e 315 eventos (workshops, palestras, encontros, mostras, etc.), apresentando 1169 espectáculos, 515 em cidades portuguesas e 654 em cidades estrangeiras.

Desde 2003, O Rumo do Fumo é membro co-fundador da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.

orumodofumo.com
Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 19 Maio 2022
Espaço da Penha, Lisboa PT, 20 Fevereiro 2022
Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 23 Junho 2022