A Minha História da Dança

Cristina Planas Leitão

Biblioteca Camões, Lisboa, 18 Janeiro 2024

Arquivo

Biografia

Cristina Planas Leitão é coreógrafa, programadora de artes performativas e professora. É codiretora artística do Departamento de Artes Performativas da Ágora (Teatro Municipal do Porto, DDD – Festival Dias da Dança, CAMPUS Paulo Cunha e Silva), após ter assumido a direção artística interina em julho de 2022, e a programação de artes performativas, sob direção artística de Tiago Guedes, desde 2019. Em 2011, foi uma das iniciadoras dos encontros desNORTE (2011-2017) e integrou o grupo de consultoria de Braga’27. A sua prática curatorial agregadora foca-se no desenvolvimento de formatos de criação sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado nas artes performativas. Aborda o seu trabalho coreográfico como um acto de resistência e afeto, pesquisando temas conectados com movimentos sociais e políticos, e a sua relação com o corpo performativo na intimidade do teatro. Criou The very delicious piece e The Very Boring Piece, com Jasmina Krizaj, bear me, FM [featuring mortuum] e UM [unimal], escolhida com uma das melhores peças em 2018 pelo JN e Expresso. Em 2023 estreia [O SISTEMA] em co-produção com o 23 Milhas, TM Faro e TAGV. O seu trabalho está documentado na série da RTP2, Portugal que Dança. Licenciada em dança contemporânea pela ArtEZ, onde é mentora e professora regular. Leciona internacionalmente, partindo de uma abordagem somática e não convencional.

https://www.agoraporto.pt/files/uploads/cms/agora/22/files/1657621767-p7oCRPHSPC.pdf

Margarida Bettencourt

Biblioteca Camões, Lisboa, 2 de Novembro de 2023

Arquivo

Biografia

Margarida Bettencourt nasceu em 1962 em Johannesburg, na Africa do Sul onde começou ainda em criança com aulas de dança enquanto também se dedicava a atividades desportivas como natação, ginástica e ténis. Mudou-se com a família para Portugal em 1973. É bailarina-coreógrafa e professora de dança considerada uma das pioneiras da Nova Dança Portuguesa.

Frequentou os cursos de formação de dança da Fundação Calouste Gulbenkian. entrando depois para a companhia onde dançou de 1980 a 1993. Desde logo iniciou um trabalho independente, a solo e em colaboração com outros artistas, nomeadamente o bailarino e coreógrafo João Natividade com quem formou o grupo Aparte. Manteve uma relação criativa estreita com os compositores Carlos Zíngaro e Constança Capdeville com trabalhos encomendados pelo Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, Forum Dança, Festival Danças na Cidade.

O seu trabalho a solo distingue-se por uma ênfase no corpo como potencial de expressão e comunicação – em 2009 a adaptação de “At Once” da coreógrafa americana Deborah Hay, numa colaboração com o artista plástico João Tabarra, foi mais uma etapa desta pesquisa.

De 1997 a 2012 ensinou em várias instituições de ensino da dança, nomeadamente na Escola de Dança do Conservatório Nacional, Escola Superior de Dança, Forum Dança, tendo integrado vários grupos de reflexão sobre o ensino da dança em Portugal.

Em 2006 foi tutora no Curso de Coreografia promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2007 concluiu uma formação para instrutora de Chi Kung Terapêutico na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa – passando a dar aulas regulares desta disciplina em vários contextos.
Tem continuado a sua investigação no desenvolvimento de uma relação com o corpo como potencial de força transformadora, terapêutica e inspiradora – explorando a integração da sua história e experiência pessoal como bailarina, o treino e a prática com a anatomia, com a fisiologia do corpo, com processos e rituais de criação.

Depois de acompanhar o pai durante o seu último ano de vida, fez uma formação para voluntária no acompanhamento de pessoas em fim de vida – com a AMARA, associação que tem como missão a dignidade na vida e na morte. Todas estas experiências alimentam a forma como é desenvolvida e partilhada a sua prática com paixão e devoção pelo corpo e o movimento como força vital.

Sofia Neuparth

Biblioteca Camões, Lisboa, 12 Outubro 2023

Arquivo

Biografia

Sofia Neuparth tem um percurso singular no seio da Arte Contemporânea em Portugal. É o entendimento que tem do Corpo como acontecimento em relação que determina todo a sua acção, quer a nível do trabalho de formação que desenvolve desde o início de 80, à programação da estrutura profissional que co-criou e dirige. Foi assim que no final dos anos 80 deu forma a um espaço de investigação, experimentação, formação, criação e documentação artísticas que sustenta as práticas nos estudos do Corpo, do Movimento e do Comum: o c.e.m-centro em movimento. Da programação regular do organismo c.e.m destaca o Espaço Experimental (existente desde 1993), o trabalho com a cidade desde 2005 (Pedras – práticas com pessoas e lugares), os programas de investigação / criação / formação (como O Risco da Dança, a FIA ou a DEMORA) que têm vindo a ganhar forma desde o final dos anos 90, e o constante acompanhamento lado-a-lado de caminhos de experimentação e criação.

Professora, investigadora e criadora, nutre a reflexão continuada a que se dedica, exercitando a geração de mundos possíveis e praticando a Arte enquanto forma fundamental de Conhecimento. Activamente activa e crítica na relação com a recorrente implementação de políticas (não só culturais) que tendam a sufocar a vitalidade da existência, esteve na criação da APPD (Associação Portuguesa para a Dança) ou da REDE- Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea que co-dirigiu durante vários anos, continuando atenta e participante na geração de formas de ir-sendo implicadas e vibrantes.

Mantém aberta a experiência da dança no encontro com outras formas de conhecimento como a embriologia ou a filosofia de onde emergiram criações como “mmm-um poema físico” (2005), “práticas para ver o invisível e guardar segredo”(dança-livro 2010), “ 1 ou 2 contentamentos comedidos”(2011), ou “Sopro” (2017-com Margarida Agostinho e Bruno de Azevedo) ou as publicações (“escritas em estado de dança”) como “movimento”2014 ou “Criação” 2020, este último com Margarida Agostinho.

www.c-e-m.org

Ligia Lewis

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa, 27 de Abril de 2023

Biografia

Ligia Lewis (nascida na República Dominicana) vive e trabalha em Berlim. Como coreógrafa experimental, o seu trabalho é frequentemente marcado pela intensidade física e pelo humor. No seu trabalho, metáforas sonoras e visuais encontram o corpo, materializando o enigmático, o poético e o dissonante.
Lewis recebeu o Tabori Award na categoria Distinção (2021); o prémio Foundation for Contemporary Arts Grants (2018); um Bessie Award for Outstanding Production por minor matter (2017); uma residência artística da Factory na tanzhaus nrw (2017-19); e um Prix Jardin d ‘Europe de ImPulsTanz para Sorrow Swag (2015).
O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa e nos Estados Unidos, em locais como HAU Hebbel am Ufer, em Berlim; Tanzquartier, em Viena; Arsenic, em Lausanne; MCA – Museu de Arte Contemporânea, em Chicago; Hammer Museum, em Los Angeles; Walker Art Center, em Minneapolis; Kaaitheater, em Bruxelas; High Line Art, em Nova Iorque; Performance Space, em Nova Iorque; OGR Turim; Stedelijk, em Amsterdão; TATE Modern, em Londres, entre outros.
https://ligialewis.com/

Susan Klein

Estúdios Victor Córdon, Lisboa PT, 29 Setembro 2022

Conferência indisponível

Arquivo

© DR

Biografia

Tem vindo a desenvolver e a ensinar a Klein Technique™ desde 1972. Lecciona diariamente em Nova Iorque no seu estúdio, The Susan Klein School of Movement and Dance, e durante os últimos dois anos da pandemia de Covid-19 por Zoom. Desde 1989, tem viajado por todo o mundo leccionando oficinas intensivas da Klein Technique™.

A Klein Technique™ foi desenvolvida a partir da busca pessoal de Klein pela cura, após uma grave lesão no joelho. Esta técnica permite a cada indivíduo trabalhar através das suas lesões individuais, compreendendo e melhorando o funcionamento do seu corpo, para se curar e tornar um melhor bailarino. As principais influências no desenvolvimento do trabalho de Klein são Irmgard Bartenieff, Dr. Fritz Smith, e o Professor J. R. Worsley.

Klein tem uma clínica privada como Terapeuta do Movimento, Zero Balancer certificada, Professora Sénior de Zero Balancing, e Acupuncturista Tradicional de 5 Element Worsley, L.Ac., B.Ac.(UK), M.Ac.,(USA), Dipl. Ac.(NCCAOM).

www.kleintechnique.com

Mette Edvardsen

Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 19 Maio 2022

Arquivo

© Antero Hein

Biografia

Coreógrafa e performer. Embora alguns dos seus trabalhos explorem outros meios e formatos, como vídeo, livros e escrita, o seu interesse é sempre sobre as artes cénicas como prática e situação. Trabalha desde 1994 como bailarina e performer para várias companhias e projectos, e desenvolve o seu próprio trabalho desde 2002. Apresenta os seus trabalhos internacionalmente e continua a desenvolver projectos com outros artistas, quer como colaboradora quer como performer. Foram apresentadas retrospectivas do seu trabalho no Black Box Theatre (Oslo, 2015), e no programa Idiorritmias do MACBA (Barcelona, 2018). A sua peça “Time has fallen asleep in the afternoon sunshine” está em circulação desde 2010, foi apresentada duas vezes no Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas, 2013 e 2017), Sydney Biennale (2016), Index Foundation (Estocolmo, 2019), Oslobiennalen First Edition (2019/ 2020), Trust & Confusion na Tai Kwun Arts (Hong Kong, 2021) e Bienal de São Paulo (2021). Edvardsen vai apresentar várias peças em Amant, (Nova Iorque, 2022), e irá desenvolver um projecto em residência no Les Laboratoires d’Aubervilliers (Paris 2022/23).

Mette Edvardsen é apoiada por Norsk Kulturråd (2021/2025) e BUDA Arts Center Kortrijk (2017/2021). De 2019 a 2021, foi artista associada do Centre Chorégraphique National de Caen en Normandie (França). Actualmente, finaliza a sua pesquisa como candidata a doutoramento na Academia Nacional de Artes de Oslo.

www.metteedvardsen.be/

Loïc Touzé

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 10 Novembro 2011

Conferência indisponível

Arquivo

Biografia

Bailarino, coreógrafo e professor. Embora tenha criado peças de palco desde meados dos anos noventa, como “Morceau”, “Love”, “La Chance”, “Fanfare”, “Forme Simple”, o seu trabalho pode assumir várias formas. “Around the Table”, por exemplo, criado com Anne Kerzerho, ou o filme “Dedans ce monde”, são formas alternativas de fazer a dança aparecer fora do perímetro do palco, de fora ou à margem do campo coreográfico.

A maioria dos bailarinos que partilham o seu trabalho são também coreógrafos, e contribuíram muito para as suas peças ao longo dos últimos 20 anos.

Há vários anos, Touzé pesquisa a noção da figura na dança com o pesquisador e artista Mathieu Bouvier, resultando numa série de oficinas profissionais e na criação de um site: pourunatlasdesfigures.net

Touzé é regularmente convidado para participar em actividades de investigação no La Manufacture, em Lausanne.

Loïc Touzé desenvolve uma prática de formação considerável, leccionando regularmente para formação profissional em dança e teatro (Mestrado em Exerce, National Theatre School of Strasbourg e La Manufacture). Foi um dos membros fundadores do Departamento Pedagógico do CNDC – Angers, entre 2004 e 2007, e foi professor associado na Escola de Arquitectura de Nantes, entre 2016 e 2019.

Desde 2011, Touzé dirige o Honolulu, um espaço de residência, criação e ensino em Nantes.

Todas estas formas e meios de acção, criação, pesquisa, ensino e colaboração estão conectados sem hierarquia. O que preside o trabalho é a convicção de que um gesto dançado é uma aventura, uma promessa de transformação e de emancipação.

loictouze.oro.fr/

Marcelo Evelin

Espaço da Penha, Lisboa PT, 20 Fevereiro 2022

Palestra com apoio da Casa da Dança.
“Matadouro” >> consultar documento

Arquivo

© Marc Domage

Biografia

Bailarino, coreógrafo e investigador. Vive entre Teresina e Amsterdão e trabalha no Brasil, Japão e em vários países da Europa como artista independente à frente da Plataforma Demolition Incorporada, baseada no CAMPO, um espaço de Residência e Resistência das Artes Performativas em Teresina, no Piaui. Os seus espectáculos “De Repente Fica Tudo Preto de Gente”, “Batucada” e “A Invenção da Maldade” circulam actualmente por teatros e festivais do mundo. Ensina na Escola Superior de Artes de Amsterdão desde 1999 e vem criando projectos junto de Universidades e cursos de mestrado, entre eles ISAC (Bruxelas), Museu Reina Sofia (Madrid), EXERCE (Montpellier) e CND (Paris). Em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piaui.

www.demolitionincorporada.com

Lia Rodrigues

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 22 Março 2012

Conferência indisponível

Arquivo

Biografia

Nasceu em 1956, em São Paulo, Brasil. Estudou Ballet Clássico, e concluiu o curso de História na Universidade de São Paulo. Em 1977, foi uma das fundadoras do grupo independente de dança contemporânea Andança, vencedor do prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1978. Entre 1980 e 1982, trabalhou na Compagnie Maguy Marin, em França. Em 1990 fundou a própria companhia – Lia Rodrigues Companhia de Danças – com actividades de formação, repertório, pesquisa e criação de novos trabalhos. 

Desde 2018, é artista associada do Théâtre National de Chaillot e do Le 104, ambos em Paris. Em 2005, ganhou a medalha de Chevalier des Arts et Lettre, pelo governo francês. Recebeu o prémio da Fundação Prince Claus, na Holanda, em 2014, pelo seu trabalho artístico e social. No mesmo ano recebeu a AFIELD Fellowship pela sua iniciativa no Centro de Artes da Maré. Em 2016, recebeu o prémio Coreografia pela Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques – SACD, e em 2017, recebeu o prémio Itaú Cultural – 30 anos na categoria Criar.

http://www.liarodrigues.com/

Eszter Salamon

MACBA - Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona, Barcelona ES, 13 Novembro 2021

Apresentado em parceria com La Poderosa, no âmbito do Ciclo Hacer Historia(s) vol 4. Ciclo de Danza Contemporánea y Performance.

Arquivo

© Bea Borgers

Biografia

Artista, coreógrafa e intérprete. Vive e trabalha entre Paris, Berlim e Bruxelas. Desde 2001, criou trabalhos a solo e em grupo, apresentados em teatros e festivais de todo o mundo, de nomear Centre Pompidou, Centre Pompidou Metz, Festival dʼAutomne, Festival de Avignon, Ruhrtriennale, Holland Festival, The Kitchen New York, HAU Berlin , Berlin Documentary Forum, Kunstenfestivaldesarts, Kaaitheater Bruxelas, Tanzquartier Wien, Kampnagel Hamburg, steirischer herbst, Dance Triennale Tokyo, Manchester International Festival, PACT Zollverein, Nanterre-Amandiers, FTA Montreal.

Os seus trabalhos são frequentemente apresentados em museus, como MoMa, Witte de With, Fondation Cartier, Serralves, Museum der Moderne Salzburg, Akademie der Künste Berlin e Museo Reina Sofia. A exposição “Eszter Salamon 1949” foi apresentada em 2015 na Jeu de Paume, no âmbito de “›Satellite‹” com curadoria de Nataša Petrešin-Bachelez.

Eszter Salamon utiliza a coreografia como agente activador e organizador de vários meios, como imagem, som, texto, voz, movimento corporal e acções.

Em 2014, iniciou uma série de trabalhos explorando tanto a noção de monumento, quanto a prática de especular sobre fazer história.
Foi vencedora do Prémio Evens, em 2019.

Xavier Le Roy

Biblioteca Camões, Lisboa PT, 5 Março 2020

Arquivo

© Emma Picq

Biografia

Doutorado em Biologia Molecular pela Universidade de Montpellier, França, trabalha como artista desde 1991. Desde 2018 é professor no Institute for Applied Theater Studies, em Giessen (Alemanha).

Trabalhou com diversas companhias e coreógrafos. De 1996 a 2003, foi artista residente no Podewil, em Berlim. Em 2007-2008 foi “Artista Associado” no Centre Chorégraphique National de Montpellier, em França. Em 2010, Le Roy foi Artista em Residência no MIT Program in Art Culture and Technology (Cambridge, MA).

Em 2012, inicia uma residência de 3 anos no Théâtre de la Cité Internationale, em Paris. Através de seus trabalhos a solo, como “Self Unfinished” (1998) e “Product of Circumstances” (1999), abriu novas perspectivas no campo da coreografia. Ao mesmo tempo, iniciou projetos onde explorou modos de produção e colaboração em trabalhos de grupo: “E.X.T.E.N.S.I.O.N.S.” (1999-2000), “Project” (2003) e “6 Months 1 Location” (2008).

Os seus trabalhos – como os solos “Le Sacre du Printemps” (2007), “Untitled” (2014), a peça do grupo “Low pieces” (2011) e obras para espaços expositivos como “Production” (2011), criadas em conjunto com Mårten Spångberg, “Untitled” (2012) para a exposição 12 Rooms, “Retrospective”, realizada pela primeira vez em 2012 na Tapiès Foundation-Barcelona, “Temporary Title, 2015”, criada em Sydney no âmbito do John Kaldor Public Art Project, ou “For The Unfaithful Replica” (2016) em colaboração com Scarlet Yu na CA2M, em Madrid – produzem situações que exploram as relações entre espectadores/visitantes/intérpretes e a produção de subjetividades.

Em 2017, juntamente com o Ensemble Issho Ni, cria, para o Ensemble Modern em Frankfurt, a exposição “Haben Sie “Modern” gesagt?” e, juntamente com Scarlet Yu, desenvolve “Still Untitled”, um trabalho para espaços públicos, encomendado por Skulptur Projekte Münster 2017. Em 2018, a convite da Bienal de Veneza, cria uma nova versão de “Le Sacre du Printemps” para três artistas e trabalha numa nova edição de “Rétrospective” no Museo Jumex, na Cidade do México. Em 2019, esta exposição tem sua 13.ª edição no Hamburger Bahnhof – Museum für Gegenwart, em Berlim e, em colaboração com Scarlet Yu e a equipa de “Temporary Title, 2015”, coreografam “Research Conversations”, para o evento de três dias “Live Forms”, no Haus der Kultur der Welt, em Berlim.

Os seus trabalhos produzem situações que questionam as relações entre espectadores/visitantes e intérpretes e tentam transformar ou reconfigurar dicotomias como: objeto/sujeito, animal/humano, máquina/humano, natureza/cultura, público/privado, forma/não-forma.

Mark Tompkins

Edifício, Lx Factory, Lisboa PT, 9 Julho 2011

Conferência indisponível

Biografia

Bailarino, coreógrafo, cantor e professor americano, Mark Tompkins funda a Company I.D.A. em 1983. Cria solos, peças de grupo, concertos e performances que misturam dança, música, canção, texto e vídeo. A sua maneira de fabricar objectos performáticos não identificados tornou-se a sua assinatura. A paixão pela composição em tempo real leva-o a todo o mundo, ensinando e apresentando-se com muitos bailarinos e músicos. Em 2008, recebe o Prémio de Coreografia SACD pelo seu trabalho (Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos).

Fascinado pelo atrito entre o alto e o baixo entretenimento, as suas performances são inspiradas em formas populares como music-hall, vaudeville, musicais, burlesco e a ambivalência de género: “Black’n’blues”, “Opening Night”, “Showtime”, “A Wind Of Madness”, “Le Printemps”, “Bambi”. Canta e dança no concerto “Never Mind the Future” com Sarah Murcia, e colabora com a coreógrafa portuguesa Mariana Tengner Barros em “A Power Ballad” e “Resurrection”.

Sobre

“Todos nós, bailarinos, coreógrafos ou performers, recebemos de alguma maneira e por alguma via, mais académica ou mais autodidacta, uma ideia da História da Dança, ou da História das Artes Performativas, da qual nos sentimos “descendentes” (e talvez nos sintamos descendentes de várias Histórias ao mesmo tempo!). Houve certamente criadores coreográficos ou cénicos que nos fizeram entender a arte que fazemos da forma como a entendemos hoje. Cada um tem uma ideia específica de como essa História se desenrolou, e para cada um há determinados criadores e determinados movimentos e correntes artísticas que contribuíram para configurar a ideia de dança que tem e pratica e que, de alguma forma, está respondendo a essa História. Estas palestras dar‐nos‐ão a oportunidade de conhecer a História da Dança que cada um criou dentro de si.”

Vera Mantero

 

O ciclo de palestras A Minha História da Dança é um projecto desenvolvido desde 2011 pelo Forum Dança e O Rumo do Fumo. O projecto, inicialmente implementado em Lisboa, foi também apresentado em Viseu, Funchal e Barcelona, em parceria com: Teatro Viriato, Dançando com a Diferença e La Poderosa. O ciclo tem contado com o acolhimento de: Edifício (LX Factory), Espaço da Penha, Rede de Bibliotecas de Lisboa e Estúdios Victor Córdon/OPART.

O Forum Dança e O Rumo do Fumo são estruturas financiadas pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes. Projecto com apoio do contrato-programa com a Câmara Municipal de Lisboa / Direcção Municipal da Cultura / Divisão da Rede de Bibliotecas. Site co-financiado pelo Garantir Cultura, Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER.

Ficha de projecto

Agenda

2023

Ligia Lewis
27 de Abril às 18:30
Biblioteca do Palácio Galveias

Margarida Bettencourt
2 de Novembro às 18:30
Biblioteca Camões

 

Contacto

Forum Dança
Site: forumdanca.pt
E-mail: forumdanca[at]forumdanca.pt
Telefone: +351 213 428 985

 

O Rumo Do Fumo
Site: orumodofumo.com
E-mail: info[at]orumodofumo.com
Telefone: +351 213 431 646

 

Morada: Espaço da Penha, Travessa do Calado 26-B, 1170-070 Lisboa, Portugal

Forum Dança

O Forum Dança é uma associação cultural sem fins lucrativos, criada em 1990, cuja missão é promover a dança contemporânea, através da formação profissional e artística, da investigação, da edição e da documentação.

É uma plataforma de encontro dos profissionais e do público. Desenvolve projectos pedagógicos, seminários, residências artísticas, apresentações informais, workshops e aulas regulares dirigidos a públicos profissionais e amadores, adultos e jovens.

Durante a primeira década, o Forum Dança contribuiu enormemente para o desenvolvimento, reconhecimento internacional e consolidação do tecido artístico da Nova Dança Portuguesa através da produção e difusão internacional de espetáculos, da formação profissional e artística, da investigação, da edição e da documentação.

Manteve, desde então, uma atividade continuada com a comunidade profissional, apoiando a emergência de novos criadores e facilitando a sua inclusão em redes internacionais. Promoveu, também, acções de divulgação e de formação junto do público amador (adulto e jovem), sobretudo seminários, workshops e aulas regulares.

Na área da sensibilização e da formação, o Forum Dança concebeu e realizou, desde 1991, mais de 50 Cursos de Formação e Reciclagem Profissional em Lisboa, Porto, Faro, Torres Vedras e Vila do Conde, nomeadamente:

Tem igualmente prestado aconselhamento artístico e de produção a coreógrafos e companhias e dispõe de um centro de documentação especializado em dança, com cerca de 1500 obras de diferentes áreas artísticas e técnicas, revistas e catálogos de dança, assim como uma mediateca. O Forum Dança tem trabalhado nacional e internacionalmente com mais de uma centena de organizações em quatro continentes.

O Forum Dança é uma estrutura reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública nos termos do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, conforme despacho publicado no “Diário da República”, II série, nº 99, de 29 de Abril de 1998. O Forum Dança é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes, pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Forum Dança pertence à REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.

www.forumdanca.pt

O Rumo do Fumo

Fundado em 1999 por Vera Mantero e apoiado desde então pelo Ministério da Cultura, O Rumo do Fumo é uma estrutura de criação, produção, difusão nacional e internacional, investigação, formação e programação, na área da dança contemporânea, que se posiciona num território artístico de carácter experimental e de pesquisa. Território que é também de alargamento do campo da própria dança e dos seus horizontes, caracterizando-se pela transversalidade das disciplinas artísticas e cruzamento de dança, música, teatro, literatura/poesia, artes plásticas e cinema.

Desde 2000, é responsável pela produção dos trabalhos de diversos artistas com o objectivo de criar os meios necessários ao desenvolvimento e consolidação das suas carreiras, assegurando-lhes uma maior continuidade no trabalho e facilitando possibilidades de circulação nacional e internacional. Entre 2000 e 2002, O Rumo do Fumo apoiou dez artistas, nomeadamente André Guedes, João Samões, Margarida Mestre, Mário Afonso, Miguel Pereira, Paula Castro, Paulo Henrique, Rafael Alvarez, Teresa Prima e Vera Mantero. Em 2002, a acumulação de trabalho, exacerbada pelo aumento das actividades de Vera Mantero e Miguel Pereira, resultaram na diminuição do número de artistas apoiados e, em 2004, o apoio concentrou-se em quatro artistas – André Guedes, João Samões, Miguel Pereira e Vera Mantero – o que permitiu delinear uma estratégia mais eficaz de produção, divulgação e difusão dos seus trabalhos. Desde 2008, a estrutura também apoiou pontualmente projectos de artistas emergentes, quer através do apoio à produção executiva, como no caso de Rita Natálio, Matthieu Ehrlacher e Pablo Fidalgo, quer através dos vários programas de apoio a novos criadores com programas de ensino e residências artísticas. Actualmente, O Rumo do Fumo representa os artistas associados Miguel Pereira e Vera Mantero, e apoia de forma pontual Elizabete Francisca, Henrique Furtado Vieira e Nuno Lucas.

Em Setembro de 2008, O Rumo do Fumo e o Forum Dança uniram-se para criar o EDIFÍCIO na LX Factory, e a partir de então a estrutura dispôs, pela primeira vez desde a sua criação, de um estúdio próprio. Este projecto representou um novo formato de colaboração no âmbito da comunidade da dança portuguesa, potenciador de novas dinâmicas de trabalho, e acolheu 102 projectos de criação e pesquisa, apresentações informais, conferências, seminários, workshops, o lançamento de publicações e eventos vários. A sinergia criada entre estas duas estruturas de produção tem vindo a consolidar-se no tempo, actualizando forças e valências com um novo espaço de trabalho desde 2014: o Espaço da Penha. Este espaço conta com a integração de vários estúdios, assim como espaços de outras estruturas artísticas, promovendo um cluster que se constrói e avança unido num novo e consistente pólo de trabalho.

O Rumo do Fumo construiu desta forma, e ao longo dos seus anos de actividade, uma sólida rede nacional e internacional de contactos e parceiros (instituições, teatros e festivais) em quatro continentes, com os quais mantém uma actividade regular através dos projectos dos seus artistas. Esta rede permitiu produzir um total de 115 criações e 315 eventos (workshops, palestras, encontros, mostras, etc.), apresentando 1169 espectáculos, 515 em cidades portuguesas e 654 em cidades estrangeiras.

Desde 2003, O Rumo do Fumo é membro co-fundador da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea.

orumodofumo.com
MACBA - Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona, Barcelona ES, 13 Novembro 2021
Biblioteca Camões, Lisboa PT, 5 Março 2020
Biblioteca Palácio Galveias, Lisboa PT, 23 Junho 2022